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Colaboradora: Whatever  Happens

Jorge Gonzaga carrega o nome do homenageado deste ano da Unidos da Tijuca: Luiz Gonzaga, o rei do baião. Jorge — ou melhor, Jorjão, como prefere ser chamado, no alto de seus 1,93m — foi destaque na escola do Morro do Borel. Mas na Avenida encarnou outro rei: o do pop mundial, Michael Jackson.

No carnaval deste ano, Paulo Barros homenageou Gonzagão com uma história peculiar. Em seu enredo, diversas realezas vieram à Sapucaí para comemorar o centenário do nordestino. Michael Jackson foi um deles, e apareceu três vezes ao longo da Sapucaí.

O Michael de Jorjão foi o terceiro durante o desfile. Em cima do jegue, estava pronto para conhecer o Nordeste brasileiro. Ele é o único negro entre os sósias.

— Já havia desfilado antes com o Paulo Barros. Em 2010, fui Freddy Krueger. Este ano, fui o último Michael a ser chamado. Tive só 20 dias para ensaiar — contou o sósia.

No passinho do rei

Durante o curto tempo de ensaio, Jorjão, que é DJ e produtor musical, repetiu diariamente os clássicos gestos do rei do pop. Mão no chapeuzinho, mão na camisa, mão na… Nenhum problema para o sósia, fã de carteirinha do cantor:

É a primeira vez que faço o Michael Jackson, e gostei muito. Quero fazer de novo, se for repetido.

A referência ao rei do pop foi usada, este ano, pela quarta vez pela Unidos da Tijuca. Em 2006 e 2010, outro sósia foi para a Avenida. E em 2005, uma ala lembrava a coreografia do clássico “Thriller”, com passos e movimentos de zumbis. Os dois campeonatos de Paulo Barros na Tijuca (2010 e 2012) tiveram esse amuleto da sorte.

Não acredito que seja um “pé de coelho”. A gente conta é com muito trabalho e com uma comunidade integrada. Um carnaval bem feito não seria nada sem isso — opinou o presidente.

Fonte: Extra Globo