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Wade Robson, coreógrafo que acusa Michael Jackson de abuso sexual, perdeu, nesta segunda (26) um processo que movia desde 2013 contra as empresas no cantor.

O coreógrafo Wade Robson em foto de maio de 2005, quando depôs no julgamento por abuso sexual infantil de Michael Jackson. Na ocasião, ele negou ter sido molestado — Foto: AP Photo/Michael A. Mariant, File

Robson, um dos personagens do documentário “Leaving Neverland”, alega que o cantor abusou dele por sete anos. Ele também alega que as empresas do cantor, MJJ Productions e MJJ Ventures, teriam facilitado os abusos.

O juiz responsável pelo caso, Mark A. Young, decidiu que as empresas não tinham dever legal de proteger os meninos.

O advogado de Robson disse que vai recorrer da decisão. “A decisão estabeleceria um precedente perigoso que deixaria milhares de crianças que trabalham na indústria do entretenimento vulneráveis”, declarou.

Esta é a segunda derrota do coreógrafo na justiça. O processo já havia sido descartado anos antes, mas foi retomado em 2020, quando o estado da Califórnia aprovou uma lei que dava mais tempo para processos em casos de abuso sexual infantil.

O documentário “Leaving Neverland” (Deixando Neverland, em tradução livre), de 2019, tem entrevistas Robson e James Safechuck, que dizem ter sido acolhidos pelo cantor e abusados sexualmente por ele quando eram meninos, nos anos 1990.

Desde que o filme estreou no Festival de Sundance, os responsáveis pelo espólio de Michael Jackson negaram as acusações e disseram que o filme é “uma tentativa ultrajante e patética de explorar e lucrar” após a morte do cantor.

Tardou, mas não falhou!

Ranço deste Wade Robson e James Safechuck.

Lyllyan

Fonte: G1