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Os boatos sobre a longevidade do Rei do Pop iniciaram ainda na década de 1980, mas voltaram a ser debatidos em 2020 com falsas informações.

A busca pela preservação da saúde era incessante para Michael Jackson; em decorrência dos maus tratos do pai durante a infância e acidentes de trabalho posteriores, como as violentas queimaduras na cabeça quando gravava um comercial para a Pepsi, a necessidade de reduzir sua fragilidade enchia sua rotina de procedimentos preventivos e remédios controlados.

Sua preocupação com o desempenho nos palcos pôde ser notada no documentário ‘This Is It’, gravado dias antes de sua morte, com diversos pedidos do Rei do Pop para evitar abusar de seu físico com movimentos bruscos e adaptar os tons para preservar a voz. Na vida pessoal, entretanto, a vontade de Michael Jackson em se manter saudável chegava a ser relacionada ao bizarro. A primeira polêmica surgiu em 1986, enquanto se recuperava do acidente famoso.

Amplamente divulgada, uma fotografia do astro deitado em uma câmara hiperbárica foi relacionada a um tratamento alternativo para ultrapassar os cem anos de idade com a adição de oxigênio puro nos pulmões e sangue.

Sobre a tentativa de longevidade forçada, Michael negou o boato em entrevista a Oprah Winfrey, em 1993: “Essa história é tão louca, quero dizer, é uma coisa de tabloide. Totalmente inventada”. Todavia, anos depois da entrevista, o cantor não está vivo para desmentir novos rumores.

Falsa teoria

Em junho de 2020, 11 anos após a morte do músico, um boato surgiu com o embasamento em uma onda de ataques hackers pelo mundo; a reaparição do grupo Anonymous após o caso George Floyd deu abertura para diversas declarações inconclusivas sobre os mais variados temas — dentre eles, a morte de Michael Jackson.

Um perfil atribuído aos hackers republicou a teoria americana do perfil @AnonymousACCs inteiramente traduzida. Fora especulado que as doses de propofol e benzodiazepina receitadas pelo Dr. Conrad Murray não causou a morte, mas o colocou em um estado descrito como de “desmaio total”, estando completamente inconsciente e guardado para enganar autoridades americanas.

A publicação ainda acrescentou que Michael não fez autópsia, sendo conduzido para um tanque de nitrogênio líquido para um tratamento de congelamento por criogenia, uma hora após o hospital divulgar que o músico estava morto.

Para embasar o argumento, o texto ainda alega que conseguiu extrair imagens do banco de dados da agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), acompanhando o texto de uma suposta foto do corpo de Michael.

Tudo mentira

O texto falso tem uma representação visual que contesta um dos argumentos; a fotografia, usada para ilustrar um possível congelamento, trata-se da imagem de autópsia, que se tornou pública em 2011 durante o processo do estado da Califórnia contra o médico Conrad Murray — posteriormente preso e com sua licença médica caçada.

Nem mesmo o tal buraco no peito do Rei do Pop condiz com sua função no texto, que alega que a entrada é usada para inserir materiais químicos para que seu corpo “não apodreça e preserve seus órgãos internos”.

Do contrário, o buraco faz parte de um procedimento rotineiro em autópsias para verificar funções na caixa torácica. No caso de Michael Jackson, tal perfuração permitiu a constatação de sua parada cardíaca.

O próprio perfil do Twitter que divulgou a nota, @anonymousdobr, foi posteriormente deletado por infringir as diretrizes da rede social. O cantor, por sua vez, permanece enterrado o Holly Terrace Grand Mausoleum no Glendale Forest Lawn Memorial Park, em Los Angeles, longe de emergir sua obra fisicamente.

E se ele estivesse congelado? Como diz, “é daí?”

Lyllyan

Fonte: Aventuras na História