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A cantora Whitney Houston e o rapper Notorious B.I.G., ambos já falecidos, estão entre os nomes que vão integrar o Hall da Fama do Rock and Roll de 2020. A lista foi anunciada nesta quarta-feira, 15. Serão incluídos também os grupos Depeche Mode, Nine Inch Nails, The Doobie Brothers e T-Rex.

Whitney, em 2008, durante show no Marrocos

Os membros são escolhidos por pesquisa com mais de mil músicos, historiadores e membros da indústria, que avaliam o trabalho profissional, a inovação, a habilidade e a influência dos candidatos. A cerimônia de introdução ao Hall está prevista para ocorrer no dia 2 de maio, em Cleveland, Ohio (EUA).

Em 2020, Whitney é a única mulher nomeada. Pat Benatar e Chaka Khan estavam na lista de potenciais. O Hall of Fame, fundado no início dos anos 1980, enfrentou críticas ao longo dos anos por falta de diversidade e reconhecimento limitado a mulheres. Mesmo tendo carreira solo de sucesso, Tina Turner, por exemplo, só foi nomeada junto ao ex-marido Ike Turner, do qual sofreu violência.

“Ah, mas Whitney não era uma cantora de rock and roll…” Bem, mas esse não é um critério. Aretha Franklin, Dusty Springfield e Brenda Lee também não cantavam rock. O crítico Jeremy Helligar, defendeu em publicação da revista Variety, que ter Whitney no Hall of Fame “pode abrir aquelas portas, finalmente, a outros talentos que merecem, mesmo fora do gênero de rock tradicional, como Dolly Parton, Loretta Lynn e talvez até Frank Sinatra”.

Assim, a inclusão de Houston e B.I.G. mostra a aceitação crescente de gêneros diferentes do rock pela instituição. Nos últimos anos, o rapper Tupac Shakur e a cantora Janet Jackson foram incluídos.

Durante a cerimônia do ano passado, Janet Jackson pediu em seu discurso que em 2020 fossem “incorporadas mais mulheres”. Ela, contemporânea de Whitney, comemorou a nomeação. “É disso que eu estou falando. #rockhall Não há ninguém mais merecedor. Sinto sua falta”, postou no Instagram.

Carreira e tragédias de Whitney

Whitney era filha de Cissy Houston, cantora que trabalhou com Elvis Presley, Luther Vandross, Aretha Franklin, Michael Jackson e Beyoncé. Era ainda prima de Dionne Warwick. Lançou o primeiro álbum em 1985 e teve sucesso estrondoso mesmo antes do hit “I Will Always Love You”, lançado em 1992.

Passeando entre pop, R&B e eletrônica, tornou-se a artista mulher mais premiada de todos os tempos, segundo o Guinness Book, acumulando hoje mais de 450 prêmios.

Comercialmente bem sucedida até 1999, carreira da estrela de “O Guarda Costas” entrou em declínio na década seguinte, com escândalo de abuso de drogas e conflitos com o então marido Bobby Brown.

Whitney morreu aos 48 anos, um dia antes da cerimônia do Grammy, em 11 de fevereiro de 2012, afogada na banheira de seu quarto de hotel em Beverly Hills.

Em 2015, a tragédia se repetiu com sua filha Bobbi Kristina Brown, de 22 anos, que também se afogou em banheira e entrou em coma, morrendo meses depois. O namorado dela ministrou “um coquetel tóxico que a deixou inconsciente e depois colocou sua cabeça na água fria, o que provocou um dano cerebral”, segundo os autos.

No último dia 2, o responsável pela morte de Bobbi, Nick Gordon, foi encontrado morto aos 30 anos. Ele havia sido condenado em 2016. O advogado de Nick, Joe Habachy, recusou-se a detalhar as circunstâncias da morte de seu cliente.

Quantas tristezas após a morte da Whitney Houston.
Lyllyan
Fonte: O Povo