Mais de 20 anos depois ‘Toy Story’ chega ao fim no seu ápice


Olá,

O primeiro “Toy Story” chegou aos cinemas em 1995. Além da animação, o mundo via pela primeira vez Mel Gibson em “Coração Valente” e conhecia uma das suas princesas mais importantes da Disney, a Pocahontas. O cinema estava repleto de novas histórias – que viriam a se tornar aclamadas, clássicos da sua geração (entre elas, “Antes do Amanhecer” e “As Patricinhas de Beverly Hills”) e nos rádios, Michael Jackson ainda emplacava a maioria das canções no topo.

Mais de 20 anos depois, 'Toy Story' chega ao fim no seu ápice

Foi nesse cenário que o longa explorou seu conceito antropomórfico, com brinquedos que ganhavam vidas quando os humanos não estavam olhando. O sucesso foi estrondoso, por mais de um motivo: os personagens eram incríveis e essa foi a primeira obra animada a ser inteiramente feita por computadores. Durante os próximos anos, a franquia duas continuações, uma em 1999 e a outra em 2010.

Agora, no entanto, Woody se despede das telas com um filme que chega nesta quinta-feira (19), reúne os melhores elementos da franquia e, de quebra, ainda prova a relevância dessas produções, mais de 20 anos depois da sua estreia.

Para encerrar a história desses brinquedos, a narrativa escolheu fazer um filme que lembra os clássicos de “road trip”. Os personagens vão em uma viagem com sua nova dona, Bonnie. É dessa forma que eles perdem o Garfinho, uma figura essência na vida da menina e na forma que ela lida com sua escola. O garfo, que apenas está disfarçado de brinquedo, procura um método para voltar ao seu destino, que é ir parar no lixo. E é o trabalho de Woody não deixar que nada aconteça com ele.

Garfinho é, para dizer o mínimo, uma das adições mais estranhas e peculiares no universo não só de Toy Story em si, mas da Pixar no geral. Sua personalidade é esquisita e sua aparência causa estranheza (seu design, inclusive, foi feito pelo brasileiro Claudio de Oliveira). Ou seja, ele não é um brinquedo comum. Mesmo assim, seu desenvolvimento no roteiro é tão especial que ele se torna facilmente um dos melhores aspectos do quarto filme e, de certa forma, a figura principal na descoberta de Woody sobre seus sentimentos e, eventualmente, conseguir deixar Andy e seu passado para trás.

Outras figuras que aparecem no filme, como Coelhinho, Patinho e até mesmo a vilã Gabby, uma boneca ruiva cujo antagonismo é quase justificável e empático, reforçam esse aspecto de estranheza que é perpetuado com Garfinho. Ainda bem, porque é um dos melhores aspectos da produção.

Ainda para fazer Woody seguir em frente na sua trajetória, o longa mostra personagens que já tinham se despedido da franquia. Betty, por exemplo, é um deles. A personagem tinha simplesmente sumido em “Toy Story 3” mas volta melhor do que nunca – com direito a uma repaginação no visual e o abandono completo da sua personalidade mais apática. Agora, é independente, justa e procura ajudar brinquedos que não necessariamente tem um lar fixo. Uma boa causa para explorar em uma franquia que, durante muitos anos, focou apenas na relação entre humano/brinquedo.

No geral, a produção mistura ação, humor e desenvolvimento de personagem em um roteiro bem estruturado e uma animação que se prova tão bem feita quanto alegre e com traços agradáveis, que foram evoluindo durante os anos.

“Toy Story 4” é uma história sobre amizade, assim como o resto da franquia, mas é também sobre resiliência, fazer a coisa certa e aprender a deixar o passado, seguir em frente. Acima de tudo, é sobre lealdade. Ao longo da produção Woody luta contra com o brinquedo que um dia ele foi e tenta proteger e cuidar de Bonnie, reforçando uma das suas características mais importantes. O que o filme entende no final é que, ao evoluir e descobrir novos aspectos do mundo, a lealdade de Woody não é mais para sua dona ou até mesmo para os seus amigos, mas sim com uma nova causa e tudo bem.

Esse não é um filme triste, pelo contrário. O tom otimista permeia a obra por completo e deixa claro que, apesar do público não receber novas histórias sobre os personagens no futuro, com certeza o legado que eles deixaram vão ficar presentes por muitas gerações, dentro e fora do cinema. Se “Toy Story 3” encerrou a ligação de Andy com os brinquedos, aqui eles tem uma despedida entre si. Um final digno, para longas que nunca perderam sua essência.

Hora de dizer tchau!

Fonte: Destak Jornal

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