Especialistas recomendam cautela com o óleo de coco; saiba como usá-lo


Olá,

O uso do óleo de coco ainda não é uma unanimidade entre especialistas, mas mesmo assim o ingrediente virou moda e muita gente já o inseriu no cardápio do dia a dia. Seja fazendo às vezes do azeite de oliva na salada ou até mesmo no preparo de alguns pratos no lugar de óleos como o de soja ou o de canola.

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Nutrólogos e nutricionistas ouvidos pelo UOL não aconselham a utilização do produto –vendido e indicado principalmente para auxiliar no emagrecimento, aumentar a imunidade e diminuir o colesterol ruim– porque não existe, até o momento, respaldo científico sobre ele –tanto para o lado bom quanto para o mau.

A diretora da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), Daniela Cierro, diz que, por não haver estudos suficientes que comprovem a eficácia do óleo de coco, a sociedade não é capaz de indicá-lo ou contraindicá-lo. “Entretanto, não podemos deixar de enxergar que muitos profissionais estão indicando e muita gente está fazendo o uso. O que posso falar é que o óleo de coco é uma gordura classificada como saturada e seu valor calórico é alto. E quanto maior o grau de saturação, mais a gordura se encontra dentro do nosso organismo, o que pode desencadear doenças cardiovasculares”, fala.

De acordo com Carlos Werutsky, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), marketing é uma coisa, ciência é outra. “O avanço comercial [do óleo de coco] é muito maior do que a evidência científica do seu uso”, afirma. Ele conta que não costuma indicar a substância para os seus pacientes, mas, abaixo, revela algumas formas mais adequadas de usá-la.

Óleo polêmico

Qual quantidade devo consumir por dia?

Segundo o nutrólogo Carlos Werutsky, você pode utilizar, por dia, até quatro gramas de óleo de coco e sempre in natura. Dá para colocar, por exemplo, em cima da salada ou das frutas. “Esquentar ou fritar esse óleo aumenta o número de substâncias pró-inflamatórias”, diz.

O uso do óleo de coco para cozinhar deixa a minha dieta mais saudável?

“Este óleo carrega uma substância chamada ácido láurico, que nada mais é do que uma gordura com o poder de elevar o LDL colesterol, ou seja, a fração do colesterol ruim”, afirma Werutsky. Para o nutrólogo, o ideal é alternar o consumo de vários óleos. “Em um dia você cozinha com o óleo de soja, no outro com o de canola. Na semana seguinte com o de linhaça, na outra com o de milho. E nunca deixar de usar o azeite de oliva em temperatura ambiente para temperar a salada”.

Sólido ou líquido?

Não se preocupe caso o potinho de óleo de coco mude de estado físico de uma hora para a outra. Isso é normal, uma vez que o ingrediente sofre alterações de consistência de acordo com o calor. Ele fica líquido e translúcido acima dos 25 graus, e se solidifica e atinge coloração esbranquiçada abaixo dessa temperatura. No entanto, pode ser consumido das duas maneiras.

Onde compro?

Diversas marcas comercializam o ingrediente, que é facilmente encontrado em lojas de produtos naturais. Algumas grandes redes de supermercados também já vendem o óleo –geralmente, você o acha nas prateleiras próximas às de itens orgânicos ou dietéticos. Vendido em potes de vidro de 200 ml ou 500 ml, seu valor gira em torno de R$ 19 a R$ 75.

Seria tão bom se todas as dietas mirabolantes e produtos milagrosos fizessem efeito porque não haveria um ser humano obeso no mundo.

Fonte: UOL

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