Aborto: entenda como o assunto é tratado em alguns países


Olá,

Um “cruel funeral sem fim” é como uma adolescente peruana de 17 anos descreve o período em que foi forçada a manter até o fim a gravidez de um bebê que nasceu sem partes do cérebro e do crânio. Ela o amamentou por quatro dias até o filho morrer.

Polonesa protesta contra criminalização do aborto

No Paraguai, uma menina se tornou mãe aos 11 anos depois de ser estuprada repetidas vezes pelo padrasto. As autoridades recusaram o pedido de aborto porque naquele país ele só acontece nos casos em que a vida da mãe ou do filho corre perigo.

O candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu nas manchetes dizendo que as mulheres que haviam feito aborto “mereciam algum tipo de punição”.

As histórias se repetem infinitas vezes com milhares de mulheres, já que 40% da população mundial vive em áreas com medidas restritivas sobre o aborto, inclusive o Brasil.

Com a ajuda do centro de estudo americano Center for Reproductive Rights, o site Refinery 29 levantou alguns dados sobre o assunto no mundo e eles representam uma coisa: “não é a constituição de um país que faz as mulheres abortarem ou não, mas sim a realidade de levar adiante uma gravidez indesejada”, afirma Katherine Mayall, representante global da instituição.

1) Por causa de leis rígidas contra o aborto, 21 milhões de mulheres a cada ano procuram alternativas ilegais e perigosas para decidirem sobre seu corpo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Muitas delas, acabam morrendo.

2) Em qualquer circunstância, o aborto é proibido em seis países do mundo: Chile, República Dominicana, Nicarágua, Malta, El Salvador e Vaticano.

3) Outros 66 países, incluindo o Brasil, tem leis proibitivas rígidas e apenas permitem o procedimento nos casos em que a vida da mãe corre perigo. Nestes lugares, o aborto é considerado crime quando não autorizado.

4) No Brasil, o aborto é autorizado quando a mãe corre risco de vida ou foi vítima de estupro.

5) A maioria da população na América Latina apoia medidas governamentais contra o aborto. A taxa mais alta é no Paraguai, onde 95% da população concorda que a mulher decidir não levar uma gravidez adiante é crime.

6) Em El Salvador há medidas para banir o aborto. Lá, quando as mulheres chegam aos hospitais procurando ajuda após uma tentativa, o cuidado médico pode ser negado, elas são processadas e até correm risco de serem presas.

7) A Irlanda é o único país do mundo que tem uma lei detalhada sobre o aborto. Conhecida como Oitava Emenda, ela diz que a gravidez pode ser interrompida somente com alto risco de morte da mãe. “Garantimos direito à vida do feto e da mãe. A lei criminaliza o aborto até em casos de estupro, incesto e comprometimento fetal”, está escrito no documento. Por isso, diariamente dezenas de meninas saem do país para fazerem aborto no Reino Unido, segundo dados da Anistia Internacional.

8) Em alguns países o aborto é autorizado, mas não é uma decisão da mulher. Ele precisa ser consentido e pedido pelo marido ou algum familiar. Isto acontece na Índia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

9) Alguns países, como o Quênia, não tem leis claras, por isso os governantes decidem o que fazer. Na maioria dos casos, ameaçam responsabilizar criminalmente os profissionais da saúde que fizerem o procedimento ou prestarem socorro às mulheres.

10) Na Rússia, “toda mulher tem o direito de decidir sozinha suas questões de maternidade”. Por isso, abortos são permitidos até 12 semanas de gestação e, em casos de risco de saúde ou outras situações, como estupro, até 22 semanas.

11) Na Europa, 75% dos países permitem que o aborto seja feito em qualquer ocasião. A mulher tem total poder sobre seu corpo e suas decisões.

12) A Polônia tem sido uma exceção, pois está discutindo a possível volta de tornar o procedimento ilegal. A proposta, feita pela Igreja Católica, foi recebida com muitos protestos.

13) No Oriente Médio e Norte da África, apenas Bahrein e Tunísia descriminalizam o aborto em qualquer situação. Na maioria dos outros, o procedimento é proibido após um tempo de gestação, em média, de 20 semanas.

14) Em Moçambique, o aborto é liberado por qualquer razão no primeiro trimestre da gravidez.

Sou a favor do aborto porque não acredito ser justo colocar uma criança no mundo e depois deixar para a rua criar.

Fonte: Virgula

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    • Jenna Barbosa Victal
    • 13 de abril de 2016

    Se for assim, deveria-se legalizar o homicídio também. Pois são vidas humanas sendo sacrificadas do mesmo jeito. A diferença é que o bebê nem o seu direito de nascer teve respeitado.

    • Jenna Barbosa Victal
    • 13 de abril de 2016

    Não concordo com o aborto como método contraceptivo, de jeito nenhum. Como assim: vai lá faz filho e depois mata? Como se não fosse nada demais, como se não fosse uma vida humana? Não mesmo. Legalizar aboeto no Brasil só vai incentivar a galera do oba- oba a continuar agindo livremente sem pensar nas consequências de seus atos. É licença para o genocídio de bebês, que são os únicos inocentes da história e que pagam com a própria vida pela irresponsabilidade dos pais. Não é só uma questão de religião, é uma questãode hhumanidade, de amor ao próximo, quem decide quem deve viver ou morrer é Deus.

    • Concordo e mesmo que tivesse uma lei aprovando o aborto elas não iriam fazer isso não por questão religiosa mas sim por conta do bolsa isso e bolsa aquilo. Elas fazem só pra ter esmola do governo. Já ouvi histórias da mãe toda arrumada e perfumada e a criança fedendo a mijo do dia anterior.

  1. Sou contra o aborto. Tem maneiras de se evitar. Sou a favor em caso de estupro e bebê com má formação fetal ou risco de morte para a gestante.

      • Lyllyan
      • 13 de abril de 2016

      Olá Sininho,
      Existem várias formas de evitar uma gravidez, mas estas mulheres e homens irresponsáveis só sabem virar os olhinhos na hora H e esquece das consequências.
      Colocam uma criança no mundo que não tem culpa de nada e quem irá criar? A rua como sempre…
      Com relação ao estupro não entendo o do porque continuar com uma gravidez que não foi desejada por quem sofreu a violência sexual. Imagina a cabeça desta mãe toda vez que olhar para a criança irá lembrar do ocorrido e a criança quando descobrir como foi concebida ficará pior ainda.
      Também não entendo porque dar continuidade em uma gravidez com uma criança que tem uma doença grave, já que será dependente a vida toda.
      E ai pergunto: quem irá cuidar na falta dos pais? Os parentes? Os vizinhos? Os amigos? Ninguém tem obrigação de criar ou cuidar dos filhos dos outros.
      São realidades duras que as pessoas não enxergam e acham que ficarão para semente para nascer de novo e todo mundo está disposto a ajudar e não é assim que a banda toca para todos.

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