Olá,

Movimentos sociais fazem protestos em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (15). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades se manifestam contra o projeto de lei da terceirização, que tramita no Congresso.

A proposta (PL 4330) regulamenta os contratos de terceirização. O texto autoriza o uso de serviços terceirizados em qualquer atividade das empresas. Hoje, apenas as atividades-meio, como limpeza e segurança, podem ser terceirizadas.

Ocorrem ou ocorreram atos e paralisações nos seguintes estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande de Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Ainda não há informações sobre total de manifestantes em todos os protestos desta quarta.

Veja a situação em cada estado:

Protesto fecha a Anchieta, no sentido Litoral (Foto: Reprodução/TV Globo)
Protesto fecha a Anchieta, no sentido Litoral (Foto: Reprodução/TV Globo)

SÃO PAULO

Por volta das 11h30, um grupo fechava faixas da Avenida Paulista, na capital paulista.

Foram registrados atos em diversas rodovias paulistas. Todas as vias foram liberadas, mas o trânsito segue lento em algumas delas.

Um grupo fez um protesto na altura do 230km da Rodovia Presidente Dutra em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Lideranças da CUT em São Paulo afirmaram que 5 mil pessoas participaram de protestos em dois pontos da Via Anchieta. Eles ainda não contabilizaram um terceiro ato. Para a Polícia Rodoviária Estadual, 4,4 mil manifestantes bloquearam três pontos da rodovia.

Atos afetam ainda a Replan, refinaria da Petrobras em Paulínia (SP), e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP).

Metalúrgicos da Ford e da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP) realizam protesto contra o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país. Os trabalhadores pararam a Rodovia Anchieta na altura do quilômetro 15, sentido litoral (Foto: Renato Mendes/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

Metalúrgicos da Ford e da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP) protestam na Anhanguera. (Foto: Renato Mendes/Brazil Photo Press/ Estadão Conteúdo)

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) protestam, desde as 7h, em frente ao portão 1 da Cidade Universitária, no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo.

Em São José dos Campos (SP), motoristas e cobradores do transporte público fizeram um protesto na região central. Durante cerca de duas horas – 6h40 às 9h45 –, eles circularam em baixa velocidade. O protesto provocou filas de ônibus local e prejudicou o trânsito. A organização estima que cerca de 130 trabalhadores tenham participado do protesto.

Há também registro de manifestação em frente à Refinaria Henrique Laje (Revap), às margens da Via Dutra. Segundo o Sindicato dos Petroleiros, o ato reuniu cerca de 1,4 mil trabalhadores da refinaria no início da manhã.

Houve manifestações de trabalhadores da General Motors e da Embraer. Na GM, cerca de 2 mil trabalhadores participaram do movimento e se colocaram contra o projeto de lei.

Manifestantes desceram a Av. Fernandes Lima em caminhada até o centro de Maceió (Foto: Carolina Sanches/G1)

Manifestantes caminham em Maceió (Foto: Carolina Sanches/G1)

ALAGOAS

Integrantes de movimentos sindicais protestam na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, em Maceió. Eles ocupam a faixa exclusiva para ônibus na principal avenida da capital, a Fernandes Lima, e seguem em caminhada até o Centro.

Os organizadores estimam cerca de 1,5 mil pessoas no ato. A Polícia Militar fala em mil manifestantes. O secretário da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, Izac Jacson, disse que o projeto fere a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. “O projeto vai fazer com que o trabalhador se revolte com o empregador. E a justiça do trabalho não vai poder intervir mais nisso”, afirmou.

Manifestantes aglomeram-se no Centro de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Manifestantes reunidos no Centro de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)

AMAPÁ

Terminou às 11h45, em Macapá, a manifestação da CUT e outros sindicatos de trabalhadores contra a lei de terceirização. A central estima que 100 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não divulgou números.

A concentração aconteceu na Praça da Bandeira, no Centro da capital amapaense, e teve adesão dos sindicato dos vigilantes, bancários e professores.

Manifestação em Manaus (Foto: Divulgação/Sintracomec)

Protesto em Manaus (Foto: Divulgação/Sintracomec)

AMAZONAS

Em Manaus, um grupo de operários paralisou as atividades. De acordo com o Sindicato da Construção Civil e Montagem de Gasoduto e Oleoduto do Estado do Amazonas (Sintracomec-AM), o ato reuniu cerca de 2 mil trabalhadores no Distrito Industrial de Manaus das 6h às 8h.

Protesto da CUT bloqueia BR-324 na Bahia (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Protesto da CUT bloqueia BR-324 na Bahia (Foto: Reprodução/TV Bahia)

BAHIA

Os ônibus voltaram a circular por volta das 8h desta quarta-feira, em Salvador, após quatro horas de paralisação. Algumas agências bancárias não abriram nesta manhã.

Diversos trechos da BA-535, conhecida como Via Parafuso, em Camaçari, região metropolitana de Salvador, foram interditados desde o início da manhã. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), os dois sentidos da via estavam bloqueados por volta das 9h50.  Segundo organizadores, 200 participam da mobilização.

Cerca de 20 pessoas fazem protesto na BR-324, na saída de Feira de Santana com sentido à Salvador, desde as 5h30. A situação acontecia até por volta das 9h.

De acordo com a PRE, a BA-523, que passa pela cidade de Candeias, região metropolitana de Salvador, está fechada desde o início da manhã.

Já na BA-522, na região do povoado de Jaguara, na cidade de Anguera, o protesto que começou por volta das 5h desta quarta foi encerrado por volta das 9h30.

concentração de protesto no centro  (Foto: Ulisses Gomes/ Arquivo pessoal)

Concentração de protesto em Fortaleza (Foto: Ulisses Gomes/ Arquivo pessoal)

CEARÁ

Centrais sindicais de Fortaleza fazem protestos na Praça do Carmo, no Centro. Os manifestantes iniciaram a concentração por volta de 9h e uma caminhada pelas ruas do Centro de Fortaleza por volta das 10h. A Polícia Militar acompanha o protesto, mas ainda não tinha uma estimativa do número de manifestantes. A organização estima a participação de 5 mil pessoas.

DISTRITO FEDERAL

Mais de 10 mil motoristas e cobradores do Distrito Federal paralisaram os serviços entre as 4h e 6h. De acordo com o sindicato da categoria, os rodoviários pertencem às cinco empresas que rodam na capital federal.

A greve-relâmpago ocorre em resposta a uma convocação da Central Única dos Trabalhadores.

Grupo fecha a terceira ponte no Espírito Santo (Foto: Fabrício Barbosa/ A Gazeta)

Grupo fecha a terceira ponte no Espírito Santo (Foto: Fabrício Barbosa/ A Gazeta)

ESPÍRITO SANTO

Sindicatos e entidades de classe fecharam as principais vias de Vitória nesta manhã. Por volta de 5h30, grupos colocaram fogo em pneus na subida da Terceira Ponte no sentido Vitória e próximo à Segunda Ponte, na capital do Espírito Santo. Há registros de interdição na BR-101, próximo ao Apart Hospital.

Os sindicalistas que bloquearam a pista na Avenida Elias Miguel, no acesso a Vitória na descida da Segunda Ponte, entraram em confronto com a Polícia Militar. O secretário estadual de Segurança, André Garcia, disse que o conflito se deu após a agressão de um militar do Corpo de Bombeiros que tentava apagar o fogo que bloqueava a pista. Foram atiradas bombas de efeito moral.

Após confronto, manifestantes e a polícia entraram em acordo. A intenção do grupo é seguir para a sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) na avenida Nossa Senhora da Penha, em Vitória.

Manifestantes protestam contra a lei da terceirização em Goiânia, Goiás (Foto: Paula Resende/G1)

Manifestantes protestam em Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)

GOIÁS

Cerca de 40 pessoas estavam concentradas no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, por volta das 9h40, para participar do protesto contra a lei de terceirização.

BR-135 está sendo bloquada pelos manifestantes  (Foto: João Ricardo/G1)

BR-135 está sendo bloqueada pelos manifestantes (Foto: João Ricardo/G1)

MARANHÃO

Um grupo de manifestantes participou de um ato público em frente à Universidade Federal do Maranhão, na Avenida dos Portugueses, em São Luís.

Cerca de 30 pessoas ocuparam a frente da universidade e a BR-135. Duas viaturas da Polícia Militar acompanham a manifestação, mas a polícia não tem ainda uma estimativa de público. O trânsito no local já foi liberado.

No Centro de São Luís, professores da rede pública de ensino estão reunidos em um ato público contra a Lei das Terceirizações. No bairro da Cohama, um grupo está bloqueando a entrada da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema).

Sindicalistas bancários afixaram faixa contra a PL 4330 (Foto: Michele Marie / G1)

Bancários colocam faixa contra PL 4330 em agência (Foto: Michele Marie / G1)

MINAS GERAIS

No início desta manhã, cerca de 70 manifestantes se reuniram em frente à Refinaria Gabiel Passos, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), neste caso não houve registros de retenção no trânsito. Durante a madrugada, o grupo bloqueou a Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, em Contagem.

Na região central de Belo Horizonte, representantes dos bancários distribuíram panfletos com mensagens contra a terceirização do serviço. Segundo Eliana Brasil, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, a categoria deve atrasar a abertura das agências em duas horas, começando a trabalhar às 12h, em protesto.

Manifestação em Belém (Foto: Dominik Giusti/G1)

Manifestação em Belém (Foto: Dominik Giusti/G1)

PARÁ

Bancários paralisaram as atividades nas agências públicas e privadas da capital paraense e estão concentrados na praça do Operário, em São Brás, de onde sairão em caminhada pelas ruas de Belém em direção ao prédio do Centro Integrado de Governo (CIG).

“Vamos parar as agências bancárias para demonstrar toda a nossa indignação com o Congresso Nacional pela aprovação do PL4330 na Câmara dos Deputados. Esse Projeto de Lei precariza as relações de trabalho e retira uma série de direitos históricos da classe trabalhadora. Não aceitamos retrocessos”, afirmou Rosalina Amorim, presidente do Sindicato.

Manifestação em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)

Manifestação em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)

PARAÍBA

Em João Pessoa, os manifestantes começaram a se concentrar no Parque Solon de Lucena pouco antes das 9h30 e fizeram um painel com fotos dos parlamentares paraibanos que votaram a favor do PL da Terceirização.

A mobilização começou por volta das 9h em Campina Grande, no interior do estado. Alguns representantes da Central Sindical Popular e carteiros paralisados se concentram na Praça da Bandeira.

Metalúrgicos da Volkswagen bloquearam a BR-277, em São José dos Pinhais (Foto: Divulgação/ Sindicato dos Metaúrgicos de Curitiba e Região)

Metalúrgicos da Volkswagen bloquearam a BR-277 (Foto: Divulgação/ Sindicato dos Metaúrgicos)

PARANÁ

Três estradas que passam por Curitiba e Região Metropolitana tiveram protesto de entidades sindicais. Por volta das 9h40, dos cinco pontos de interdição, apenas um ainda estava operante.

Trabalhadores bloquearam a BR-277 e BR-376, ambas em São José dos Pinhais, e a BR-476 também conhecida como Rodovia do Xisto, que até as 9h40 ainda estava interditada. Houve ainda dois pontos de bloqueio no Contorno Sul.

No Recife, motoristas e cobradores bloqueiam tráfego com ônibus estacionados. (Foto: Reprodução/TV Globo)

No Recife, motoristas e cobradores bloqueiam tráfego (Foto: Reprodução/TV Globo)

PERNAMBUCO

Os ônibus bloqueiam o trânsito em ruas do centro do Recife desde as 9h. O Sindicato dos Rodoviários diz que há mais de 300 ônibus. Previsão é de que ônibus fiquem parados até meio-dia. De lá, os motoristas e cobradores seguem para a Avenida Cruz Cabugá, no centro do Recife, onde a CUT convocou um ato para as 14h.

Várias empresas estavam sem circular nesta manhã, mas voltaram a operar por volta das 7h30.

Manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Frei Serafim, Centro de Teresina (Foto: Catarina Costa/G1)
Manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Frei Serafim (Foto: Catarina Costa/G1)

PIAUÍ

Manifestantes que participam do protesto contra o Projeto de Lei 4.330 ocuparam por volta das 9h30 uma das faixas da Avenida FRei Serafim, no Centro de Teresina. A concentração aconteceu em frente ao prédio da Águas e Esgotos do Piauí S/A (Agespisa). O trânsito está complicado na região, mas não há ocorrências de tumultos. A Polícia Militar não está no local e ainda não há estimativa de quantas pessoas participam do ato.

“Essa lei acaba com todos os direitos trabalhistas. O patrão a partir de agora vai mandar embora sem o funcionário receber nada. Os trabalhadores não vão mais ter direito a 13º salário, vale-transporte e não teremos mais concursos públicos. Vai dificultar arrumar emprego”, disse Francisco Ferreira, Sindicato dos Urbanitários do Piauí.

Polícia Militar acompanhava o ato (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Polícia Militar acompanhava o ato no Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

RIO DE JANEIRO

Funcionários dos Correios começaram uma paralisação às 5h no Centro de Tratamento de Encomendas, em Benfica, Zona Norte do Rio. O local concentra a maior parte de distribuição das entregas e postagens do estado do Rio. Cerca de um milhão de entregas e cartas vão deixar de chegar ao destino final por causa do dia de paralisação.

Às 7h30, o sindicato da categoria informou que 200 pessoas faziam um protesto no local e interromperam o início das atividades. Por volta das 9h, o número chegou a 500 funcionários.

Um grupo de petroleiros e representantes da CUT interditaram parcialmente a Rodovia Washington Luiz, sentido Rio, na altura de Duque de Caxias, Baixada Fluminense. De acordo com a Concer, concessionária que administra a via, os manifestantes atearam fogo em pneus. Até as 8h40 não havia registro de tumulto.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 300 manifestantes participaram do ato. Às 8h45, a via estava totalmente liberada.

Manifestantes levaram cartazes e bandeiras para protesto (Foto: Divulgação/PRF)

Manifestantes levaram faixas para protesto (Foto: Divulgação/PRF)

RIO GRANDE DO SUL

Manifestantes ligados à CUT e ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) bloquearam o trânsito no km 97 da BR-290, sobre a Ponte do Guaíba, em ambos os sentidos. O grupo, que levou bandeiras e cartazes, impediu o fluxo de veículos no local, o que gerou congestionamento na chegada e saída de Porto Alegre. Pouco depois das 8h, eles começaram uma caminhada em direção à capital e liberaram o trecho.

Parte dos rodoviários de Porto Alegre e os metroviários da Trensurb começaram o Dia Nacional da Paralisação com as atividades suspensas. Os bancários, professores da rede estadual e serviços de saúde também devem aderir ao movimento ao longo do dia.

Entre os funcionários da área da saúde, haverá mobilização em alguns postos de saúde e grandes hospitais de Porto Alegre, como o Conceição e o Clínicas.

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre decidiu que a categoria vai aderir à paralisação nacional. Com isso, agências de Porto Alegre e Região Metropolitana podem não abrir.

Manifestantes ocupam prefeitura de Porto Velho (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

Manifestantes ocupam prefeitura de Porto Velho (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

RONDÔNIA

Cerca de 200 integrantes de movimentos sociais e sindicatos invadiram a sede da Prefeitura de Porto Velho, por volta de 9h40 (horário local). Os manifestantes dizem que só sairão do local após se reunirem com o prefeito, Mauro Nazif.

Além de protestarem contra a lei da terceirização, os manifestantes reivindicam a entrega de casas a atingidos pela histórica do Rio Madeira de 2014.

Manifestantes se reúnem no Centro de Aracaju (Foto: Emerson Emidio/G1)

Manifestantes se reúnem no Centro de Aracaju (Foto: Emerson Emidio/G1)

SERGIPE

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) cerca de 100 pessoas participaram da manifestação em frente ao Tribunal de Contas de Sergipe (TCE) e na continuação no Centro de Aracaju. A Polícia Militar confirma que cerca de 100 pessoas participam dos atos.

O ato começou por volta das 7h nas proximidades do Tribunal de Contas do Estado com os representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral do Geral do Trabalhador (UGT), Federação dos Comerciários e Serviços de Sergipe (Fecomse) e sindicatos filiados e Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

Se esta lei for aprovada, nós trabalhadores estaremos na roça.

Fonte: G1