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Centrais sindicais vão, nesta sexta-feira, 13, às ruas de 27 capitais em todo o País contra a “ruptura democrática” e pela garantia dos direitos trabalhistas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), organizadora dos atos, refuta a ideia de que os protestos sejam em defesa do governo, mas levanta a bandeira contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. A pauta de reivindicações também inclui maior interlocução com o Planalto. Os atos contam com apoio, em algumas capitais do País, do PT, do PC do B e do PSOL.

AE

A central informa ter mobilizado 3.820 entidades em 27 capitais, com fretamento de ônibus, distribuição de faixas, cartazes e camisetas a cargo dos sindicatos. A CUT ressalta que não conta com a ajuda de empresas para custear o evento. Para isso, serão usados recursos da entidade. Cerca de 80% do caixa da central, tal qual das demais centrais, é formado pelo repasse do imposto sindical pelo governo. Apesar de ser a única entre todas as seis centrais beneficiadas pelo dinheiro a declarar-se contrária ao imposto sindical, a CUT embolsou mais de R$ 52 milhões do governo no ano passado. Em alguns Estados, o movimento recebe apoio de partidos como o PT, PC do B e PSOL.

Da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), o vice-presidente Joílson Cardoso, que também é da direção do PSB, afirmou que estará hoje no Rio de Janeiro “defendendo a Petrobrás, a democracia e os direitos dos trabalhadores”. Segundo ele, as manifestações de domingo são “em parte patrocinadas pelo PSDB, que não aceita ter perdido as eleições”. A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), João Pedro Stédile, um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), participa do ato de hoje à tarde na Cinelândia, centro da capital fluminense. No mês passado, em discurso no Rio, Lula cobrou mais participação da militância e convocou Stédile a colocar “seu exército” na rua, referindo-se à capacidade de mobilização da entidade. Cerca de 1.200 sem-terra são esperados na manifestação no Rio. Eles chegam à capital fluminense em 20 ônibus vindos de redutos do MST no Estado.

O MST não se propõe a fazer a defesa do governo Dilma. A postura será a de defender a democracia. “Houve uma eleição legítima e essa institucionalidade para o bem do País e da democracia deve ser defendida”, disse Stédile na segunda-feira, 9. Além do MST, o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro pretende transportar em 15 ônibus cerca de mil filiados ao centro do Rio. A Polícia Militar organizou um esquema que prevê a mobilização de 400 policiais para acompanhar o protesto.

Plataforma

Os sindicalistas que vão hoje às ruas vão defender ao menos sete bandeiras diferentes. “Defesa da Petrobrás, redução da jornada de trabalho, manifestação contra o impeachment da presidente Dilma, luta pelo fim do fator previdenciário, grito contra as medidas provisórias do governo Dilma, garantia de uma Caixa Econômica Federal 100% estatal e fim do fator previdenciário”, resumiu Cardozo, da CTB. A Conlutas, central ligada ao PSTU, não vai participar de nenhum dos dois protestos. “Nem com o governismo, no dia 13, nem pelo impeachment, no dia 15”, resume a entidade.

Em São Paulo, o ato contará com a adesão de entidades representantes de trabalhadores do campo, como Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento do Pequeno Agricultor (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF), que encerram hoje a Jornada Nacional de Direito dos Trabalhadores Rurais, iniciada no dia 5. “Vamos nos somar à classe trabalhadora urbana”, disse Delwek Matheus, membro da coordenação nacional MST.

Reunião

As três entidades fizeram, na quinta-feira, 12, um ato em frente ao escritório da Secretaria-Geral da Presidência da República em São Paulo para pressionar o governo a atender reivindicações que vão desde a garantia da reforma agrária à redução da tarifa de energia elétrica. Enquanto uma comissão se reunia com representantes do governo, aproximadamente 1,5 mil trabalhadores rurais bloquearam parcialmente a Avenida Paulista com faixas e carro de som. Para o ato de hoje, o grupo será reforçado com trabalhadores de outros Estados. A expectativa de Elvio Motta, da coordenação estadual da FAF, é uma adesão de 4,5 mil trabalhadores rurais.

Nunca mais veremos protestos com na época das Diretas Já que foi totalmente pacifico, então se vocês não forem participar da baderna de hoje e de domingo, fiquem em casa e preservem suas vidas!

Fonte: Yahoo