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James Robertson é um americano de 56 anos e trabalha na fábrica  Schain Mold & Engineering, em Detroit. O árduo trajeto de Robertson para chegar ao trabalho comoveu milhares de norte-americanos: ele caminha 34 km para chegar na empresa. Por isso, ele sai de casa às 8h (começa a trabalhar às 14h) e volta para a residência às 4h. No caminho, passa por áreas perigosas da cidade do nordeste dos EUA.

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Robertson perdeu seu carro, um Honda Accord, em 2005 por problemas mecânicos. Sem dinheiro para comprar outro carro (ele ganha US$ 10,55 por hora),  desde então, ele começou a encarar os 17 km de ida e outros 17 km de volta a pé. Nem mesmo o intenso frio do inverno americano impede Robertson de chegar ao trabalho: ele nunca perdeu um dia de serviço ou sequer chegou atrasado.

“Jamais chegaria atrasado ou faltaria”, explicou Robertson ao portal Today.com. “Você tem ideia de quanto batalhei para ter esse emprego? Claro que fico cansado com oito horas de trabalho e mais 12 horas de caminhada até o emprego, mas às vezes a gente precisa dar um pouco mais de nós para ter as coisas”, disse Robertson.

A história de Robertson ganhou as páginas do jornal Detroit Free Press e comoveu milhares de pessoas. Evan Leedy, um estudante de 19 anos, organizou uma vaquinha em um site de financiamento coletivo e postou a história no Facebook. A ideia era juntar R$ 15 mil e dar um carro para Robertson. No entanto, em 3 dias, a vaquinha já arrecadou R$ 600 mil.

Leedy ficou feliz com o sucesso da campanha. Na primeira hora, R$ 5 mil haviam sido doados e ao fim do dia, a quantia já havia chegado a R$ 120 mil. “Há doações grandes, de R$ 500 para cima, mas 90% das contribuições são de menos de R$ 100”, explica Leedy.

Ele deve ir a passos de tartaruga porque caminhar 17 km em quase 6 horas é muito lento.

Fonte: Yahoo