Olá,

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) estuda transferir cerca de 4 m³/s de água (o equivalente a 4.000 litros) de afluentes da Represa Billings para reservatórios que compõem o Sistema Alto Tietê. A informação foi divulgada ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante evento em Suzano, na Grande São Paulo. A expectativa é que a obra – cujo custo total ainda não foi avaliado – fique pronta ainda neste ano.

(Foto: Estadão Conteúdo)(Foto: Estadão Conteúdo)

O objetivo é aumentar a produção na ETA (Estação de Tratamento de Água) Taiaçupeba – do Sistema Alto Tietê –, beneficiando moradores hoje atendidos pelo Cantareira, o mais afetado pela crise hídrica no Estado. “Temos capacidade para produzir 15 m³/s (na ETA Taiaçupeba). Estamos produzindo 10 m³/s por falta d’água, para não cair mais o nível da represa”, disse Alckmin.

Para viabilizar a transferência, a companhia estuda se a alternativa mais viável é retirar água do Rio Grande ou do Rio Pequeno, ambos braços da Billings. A obra irá consistir na construção de adutora por onde o líquido será transportado, além de estações elevatórias.

Sobre a opção de o tratamento ser feito no Sistema Alto Tietê, e não na ETA Rio Grande, o governador cita como justificativa a maior capacidade da estação Taiaçupeba. O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, acrescenta que as dificuldades logísticas também foram levadas em conta. “A ETA Rio Grande tem capacidade para tratar 5,5 m³/s, volume que é utilizado para abastecer São Bernardo, Diadema e parte de Santo André. Fazer adutoras de água tratada por dentro de área urbana já consolidada é um processo lento. É mais viável fazer uma adutora de água ‘bruta’ passando por regiões menos urbanizadas”, comentou.

Apesar do iminente aumento no volume retirado da Billings, o diretor garante que a população do Grande ABC não será prejudicada com a medida. Atualmente, a represa é responsável pela produção de 7,69 m³/s, sendo 5,5 m³/s no Sistema Rio Grande e outros 2,19 m³/s do braço Taquacetuba que são transferidos para o Guarapiranga.

No ano passado, o governo de São Paulo obteve aprovação para inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de projeto de interligação do Rio Pequeno com o Rio Grande, obra que acrescentará mais 2,2 m³/s à produção do Sistema Rio Grande.

RODÍZIO

O diretor metropolitano da Sabesp admitiu ontem que, caso persista a crise hídrica no Estado e as obras emergenciais não fiquem prontas a tempo, há possibilidade de implantação de rodízio, com até cinco dias sem água.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou ontem a obra de ampliação da transferência de água do Córrego Guaratuba para o Sistema Alto Tietê. Com investimento de R$ 8 milhões, a intervenção demorou dois meses para ser concluída e permitirá o envio de mais 0,5 m³/s para os reservatórios que atendem a região Leste da Grande São Paulo.

Segundo Alckmin, já era retirado 0,8 m³/s do córrego para o sistema, por meio de reversão na vertente Atlântica – a água que chegaria ao mar retorna para os mananciais. Com isso, o volume chega a 1,3 m³/s.

Nesta semana, o governo paulista irá lançar o edital da interligação da bacia do Rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, que ontem operava com 5,1% do volume armazenado. Também já está sendo executada a obra para a construção do Sistema São Lourenço, que fornecerá mais 4,7 m³/s de água para a Região Metropolitana. De acordo com o governador, 1.000 pessoas trabalham no empreendimento.

E vamos beber água de esgoto…

Fonte: Yahoo