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São Paulo é a região metropolitana com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mais alto do País, de acordo com o Atlas Brasil. Feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro, o levantamento comparou indicadores de 16 regiões brasileiras. Num índice que vai de 0 (mínimo) a 1 (máximo), a região paulista alcançou a nota 0,794, seguido de perto pelo Distrito Federal, com 0,792. Manaus, o pior colocado, registrou nota 0,720.

Região Metropolitana de SP tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, mas disparidades ainda persistem.

Todas as regiões avaliadas foram classificadas como de “alto desenvolvimento humano.” Os números, no entanto, retratam ainda uma situação de desigualdade. Habitantes de uma mesma região metropolitana podem apresentar expectativa de vida com diferença de até 14 anos. São Paulo segue o padrão. Na área com melhor pontuação (como a que compreende o Jóquei Clube e o Estádio do Morumbi), habitantes vivem em média 82,4. Nas regiões com pior desempenho, a vida média é de 69 anos.

No Recife, a diferença entre a região com maior IDH, Espinheiro, tem um índice 0,432 pontos maior do que a área rural de Ipojuca, onde está o pior desenvolvimento humano. É a maior desigualdade entre todas as áreas metropolitanas pesquisadas. Cuiabá tem a menor diferença dentro da sua zona metropolitana, 0,325 ponto.

As diferenças são constatadas em todas as dimensões avaliadas. Em Curitiba, por exemplo, moradores da região do Centro e Rebouças apresentam 0,954 na área de educação. Doutor Ulisses, o pior colocado, tem 0,362. Em Manaus, o IDHM Renda das zonas mais ricas, como Ponta Negra, é mais do que o dobro do registrado na zona rural de Itacoatiara, de apenas 0,490.

O IDHM é preparado a partir de dados do Censo de 2010. São avaliados dados de saúde, renda e escolaridade. A partir dos indicadores, é possível formar uma classificação geral e de acordo com o desempenho em cada uma das áreas. O melhor IDHM de São Paulo foi o de longevidade: 0,853. O IDHM Renda, calculado a partir da renda média mensal dos residentes da metrópole, foi de 0,812. O IDHM de Educação, preparado a partir da proporção da população adulta de 18 anos ou mais que concluir o ensino fundamental e do fluxo escolar da população jovem, foi o pior indicador: 0,723

Comparando com dados reunidos em 2000, pesquisadores avaliam que a desigualdade, embora ainda seja significativa, apresentou uma redução no período. Em 2000, a diferença entre regiões metropolitanas de São Paulo e de São Luís – a maior registrada naquele período – era de 0,132 pontos. No mais recente levantamento, a diferença entre o melhor e o pior colocado (Distrito Federal e Fortaleza, respectivamente), foi de 0,110 pontos. A diferença de esperança de vida, que em 2000 era de 4,82 anos entre o primeiro e último colocado (Porto Alegre e São Luís) passa para 2,9 anos em 2010 (Distrito Federal e São Luís).

Nem precisa de pesquisa para saber que quem vive bem vive mais do que quem vive mal..

Fonte: MSN