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Esta é sem dúvidas uma história de amor moderna e pouco provável: uma mulher procura o doador de espermas que foi pai anonimamente de sua filha e se apaixona por ele após o nascimento do bebê. O caso aconteceu em Victória, estado situado no sudoeste da Austrália, após uma mudança na lei que autorizou o acesso de mulheres solteiras ao serviço de fertilização assistida.

Aminah Hart, 42 anos, já tinha perdido dois filhos por causa de complicações em decorrência de um problema genético. Ela viu nesta mudança da lei uma última oportunidade de conseguir engravidar e se tornar mãe de um bebê saudável. “Eu gostaria que fosse mesmo fruto de um romance, o que não acontece quando você decide tentar ter um bebê utilizando o esperma de um doador anônimo”, disse.

doador

 A australiana contou que no processo de escolha são oferecidos três fichas de papel contendo informações básicas do doador, como por exemplo qualidades físicas, histórico médico e hobbies. Entre as fichas havia uma que chamou sua atenção: um homem de nome Scott que era criador de gado, ex-treinador de um time de futebol, pai de quatro filhos que se descrevia como “feliz e saudável”. “Eu pensei: feliz e saudável – são duas coisas que simplesmente não poderia deixar escapar!”, afirmou.

Scott Andersen se tornou doador de esperma 2006, após receber uma solicitação anônima que a princípio pensou que era piada. “Depois eu pensei: se as pessoas doam sangue e tudo mais, qual o problema em doar espermas para ajudar alguém?” disse ele.

Menino ou menina?

A escolha do sexo da criança é legalmente possível quando existe algum risco de herdar doenças genéticas relacionadas ao gênero. Aminah afirma que colocou “nas mãos de Deus” a escolha do sexo da criança, mas lembra que chorou quando descobriu que estava grávida de uma menina. A pequena Leila nasceu em 2012.

A curiosidade de Aminah foi crescendo aos poucos, conforme ela ia percebendo os traços de sua filha. A curiosidade foi aumentando e ela resolveu procurar quem era o doador. Na Austrália é permitido à mulher conhecer o doador desde que ele aceite e autorize a clínica a passar seus dados.

Ela solicitou os contatos do doador através do registro de doadores, que obriga os voluntários a fornecerem seus dados e uma foto. Scott afirma que, quando se inscreveu no serviço de doação de esperma ele deu o seu consentimento para que os beneficiários e seus descendentes pudessem entrar em contato. Mesmo assim, ele diz que não esperava que isso fosse acontecer antes que ele ficasse mais velho.

Encontro com o doador

Scott afirma que quando recebeu o e-mail com as fotos de Leila ele ficou surpreso, mesmo já sendo pai duas vezes e divorciado. “Não sabia o que pensar, pois não parecia uma coisa real”. Ele somente concordou em conhecer Leila quando ela havia completado 1 ano.

O primeiro encontro não foi muito fácil. “Eu estava nervosa e com um pouco de medo, mas o relacionamento foi até bem fácil”, disse Aminah, lembrando que ficou aliviada em seguida. “A primeira coisa que pensei comigo mesma depois foi ‘ufa, ele é um cara legal’”.

Com isso a aproximação foi aumentando até mudar de direção e se tornar uma linda história de amor. Pouco tempo depois do primeiro encontro, Aminah e Scott começaram um relacionamento romântico. Eles estão juntos há mais de um ano, apesar de viverem em cidades diferentes – Scott continua cuidando de gados em duas cidades próximas.

Como não havia regras neste sentido, a associação de voluntários não colocou empecilhos no caso. A história do casal acabou inspirando a própria associação que começou a oferecer suporte aos doadores e receptores para que haja uma aproximação “positiva e sustentável”.

Quando você menos espera, o amor acontece.

Fonte: Doutissima