Olá,

O sequestrador que mantém um homem refém no hotel Saint Peter, na região central de Brasília, pede a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicação prática da Lei da Ficha Limpa como condições para soltar o refém, afirmou o chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida, nesta segunda-feira (29).

Sequestrador e mensageiro na sacada do hotel (Foto: André Dusek/ Estadão Conteúdo)

O sequestrador que mantém um homem refém no hotel Saint Peter, na região central de Brasília, pede a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicação prática da Lei da Ficha Limpa como condições para soltar o refém, afirmou o chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida, nesta segunda-feira (29).

O homem, que está armado e já apareceu algumas vezes na janela de um dos quartos do 13º andar, é Jac Souza dos Santos, 30. Ele se candidatou ao cargo de vereador pelo PP (Partido Progressista) na cidade de Combinado (TO) em 2008. Jac tem uma fazenda avaliada em R$ 60 mil. Ele também foi secretário de Agricultura do município.

Três cartas de despedida foram deixadas por Jac Souza dos Santos em casa de parentes e em sua própria residência em Palmas. “O teor da carta é de despedida. Ele falou que essa tempestade vai passar e que ele vai dar cabo da vida dele”, relatou Almeida.

Algemado, o refém é José Ailton de Souza, 49, funcionário do hotel. Ele foi obrigado a vestir um colete que, segundo a polícia, está carregado de explosivos.

O hotel foi totalmente evacuado, e a área próxima, isolada. Segundo relato de hóspedes que não quiseram se identificar, o hotel começou a ser esvaziado por volta das 9h. Muitos estavam tomando café e outros, ainda dormindo. A maioria não conseguiu pegar seus pertences.
A justificativa da administração naquele momento foi a de que estava havendo um vazamento de gás. Só depois, do lado de fora, os hóspedes ficaram sabendo o motivo real do esvaziamento.

Negociação

Almeida informou que um dos três negociadores que mantêm contato com o criminoso é especialista em explosivos e está no 13º andar do hotel. Ele vai tentar saber se o artefato que está com o criminoso é bomba ou não. Almeida pondera, no entanto, que, mesmo sendo uma bomba, o material não tem potencial para destruir o hotel, mas apenas causar danos no andar.

Ainda segundo a polícia, o criminoso, que estava hospedado no hotel, age sozinho. Atuam na inteligência do caso, além da Polícia Civil, agentes da Polícia Militar e da Polícia Federal.

Totalmente sem noção este Jac.

Fonte: Estadão & UOL