Olá,

Escrita por Juliano Barreto, a biografia “Mussum Forévis” aborda, principalmente, a carreira musical que Mussum abandonou para integrar de vez o time de humoristas de “Os Trapalhões”.

Segundo o escritor da obra, a entrada do artista no grupo Os Originais do Samba foi crucial para o sucesso que viria a fazer nos próximos anos da TV.

Isso porque os músicos ganharam a primeira Bienal do Samba, promovida pela Record em 1968, acompanhando Elis Regina na canção “Lapinha”.

E na década de 1970, os sambistas foram a banda de apoio de Jair Rodrigues em shows na Europa.

Sua carreira musical chegou a ser comparada a de Roberto Carlos e ao Rei do Pop, Michael Jackson. “Foi surpreendente ver o tamanho dos Originais do Samba. Eles chegaram a vender mais que o Roberto Carlos e o Michael Jackson nos anos 1970”, disse Barreto ao jornal “Folha de S Paulo”.

Elza Soares, que foi amiga de Mussum até o fim de sua vida, ressaltou, inclusive, que Os Originais não têm o reconhecimento merecido nos dias de hoje.

A cantora veterana ainda brincou: “Ele era um bandidão, um sacana. Eu xingava muito ele porque ele era um safado”, divertiu-se referindo-se às piadas e aos apelidos que o humorista dava aos amigos.

Pouco antes de integrar “Os Trapalhões”, Mussum chegou a dizer a Dedé Santana que não queria ser comediante.

“Ele [Mussum] dizia para mim: ‘Compadre, não sou humorista, sou tocador de reco-reco’. E eu falava: ‘Você é um grande comediante, cara, você é quem não sabe’”, disse Dedé. 

Uma pena que Os Originais o Samba não mantiveram as estatísticas.

Fonte: Correio do Estado