Olá,

É quase desnecessário informar após cinco anos de sua morte – completados na última quarta-feira (25) – que Michael Jackson ainda é um dos nomes mais presentes na mídia mundial. As razões são óbvias: até quem não havia nascido, na década de 1960, guarda na memória a imagem do rei do pop criança, cantando e dançado feito gente grande ao lado dos irmãos, no Jackson 5. Ou mais tarde, com seu moonwalker hipnotizante e seus gritos possessos, que ele fazia nos videoclipes e repetia igualzinho nos palcos. É impossível ainda deixar de recordar os mistérios da sua conturbada vida pessoal, marcada por processos e pela mudança de cor a olhos vistos.

Por estes e muitos outros motivos, todos sabiam que a morte não apagaria a imagem do mito. O fato se consolidou e sua presença é quase tácita nos meios de comunicação e, sobretudo, ainda muito lucrativa. Depois de ter sido encontrado morto em sua casa em 2009, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles (EUA), vítima de uma parada cardíaca em consequência de uma overdose de fármacos, muita coisa mudou. O cantor, que na época estava prestes a se “aposentar” e tentava sanar problemas financeiros com uma aclamada última turnê, a “This Is It”, se vivo hoje, não teria que se preocupar com a conta bancária.

Especula-se que, nos últimos cinco anos, a empresa que administra os bens do cantor tenha lucrado mais de 1,5 bilhão de dólares neste cinco anos. Por isso Michael Jackson apareceu em primeiro, no último ranking dos artistas falecidos que mais geram lucros, divulgado pela revista Forbes. Segundo a publicação, os herdeiros do rei do pop – os seus filhos Prince, Paris e Blanket e a mãe Katherine – ganharam 160 milhões de dólares (cerca de R$ 355 milhões) somente entre junho de 2012 e junho de 2013. Esta quantia também supera os 125 milhões de dólares embolsados pela cantora Madonna, a artista viva que mais lucrou no período, mais de R$ 1,5 bilhão em receita.

Sendo assim, filmes, discos póstumos engordam a conta dos herdeiros e das gravadoras e produtoras, onde a “marca Michael Jackson” é um investimento disputado. A primeira iniciativa que começou a capitalizar a imagem do ídolo foi o documentário, também chamado “This Is It” (2009), que mostra os bastidores da turnê que o cantor se preparava e foi lançado quatro meses após sua morte. O filme arrecadou mais de 400 milhões de dólares no mundo. Depois disso, o Cirque du Soleil também realizou centenas de representações dos dois espetáculos montados, a partir de canções de Jackson.

Discos

Se “Invencible” (2011), o último álbum em vida do multitalentoso artista, foi um fracasso e até boicotado por sua gravadora por problemas contratuais, hoje o cenário está bem diferente. Até agora os dois álbuns já lançados com material inédito do cantor têm dado o que falar. Só o primeiro, intitulado “Michael” (2010), vendeu três milhões de cópias, já que chegou às lojas este ano com grandes expectativas e oito faixas originais. Segundo informações, o cantor teria material para lançar mais oito discos com as faixas descartadas anteriormente.

Morte conturbada

Se por um lado a vida financeira de Michael Jackson enfim se resolveu após sua morte, as polêmicas ainda continuam vivas. O australiano James Safechuck, por exemplo, expôs publicamente, em maio deste ano, que teria sido abusado dos 10 aos 15 anos de idade no rancho Neverland, após estrelar com o músico um comercial da Pepsi em 1988.

Segundo relatório obtido pelo jornal The Daily Beast, Safechuck negou por anos as acusações de que teria sido molestado pelo rei do pop, mas resolveu entrar com processo após o coreógrafo Wade Robson afirmar ter sido abusado sexualmente por Michael Jackson na infância.

O músico foi ainda destaque no noticiário de celebridades em 2013 quando sua filha do meio, Paris Jackson, tentou se matar. A adolescente foi encontrada com vários cortes nos pulsos e teve que permanecer internada. Segundo a avó Katherine Jackson, ela jamais conseguiu superar a depressão e o luto pela morte do pai. De acordo com o tabloide Daily Mail, Paris passou a viver em um internato nos Estados Unidos.

Não morreu?

Em forma de holograma, em maio deste ano, Michael Jackson “subiu ao palco” do Billboard Music Awards 2014 para interpretar “Slave to the Rythm”, canção incluída em seu último álbum póstumo. Com traje semelhante ao da época do álbum Bad (1987), ele fez coreografias com dançarinos e não perdeu a chance de encenar com o famoso passo moonwalker.

Porém, esta apresentação em holograma pode ter confundido a cabeça de alguns fãs, que teimam em afirmar que,  assim como aconteceu com Elvis Presley e Jim Morrison, o ídolo está vivo. Um dos casos mais curiosos sobre esta teoria foi “revelado” pelo jornalista e fã brasileiro Dirceu “Jackson”. Ele surpreendeu o mundo ao apresentar vídeos que supostamente provariam que Michael Jackson não morreu.

Em um deles, o astro “aparece” em uma rua de Paris carregando sacolas de compras, pouco antes de seus seguranças abordarem o casal francês que registrava as imagens. O suspeito “furo de reportagem” foi apresentado no programa Balanço Geral, da Rede Record. Irredutível, Dirceu jura que Michael Jackson já até lhe enviou um e-mail. “Ele quer que os fãs saibam que ele está vivo. Eu tenho a certeza de que está vivo”, disse na época.

O dia 07/07/14 está chegando e quero ver a cara do Dirceu Jackson.

Lyllyan

Fonte: DM