Olá,

Um holograma de Michael Jackson foi notícia em todo o mundo após a “aparição” do músico no prêmio Billboard Music Awards 2014. A performance do holograma que representava o cantor morto há quase 5 anos chamou a atenção da plateia e até roubou a cena de outros artistas vivos no evento.

Os hologramas já foram usados para representar outras celebridades falecidas, como o rapper Tupac Shakur, o cantor brasileiro Cazuza e até mesmo para representar pessoas que não morreram – como é o caso do músico e compositor japonês Yoshiki.

Apesar de parecer o futuro das apresentações de artistas falecidos, o truque dessas performances tem pelo menos uns 500 anos. A projeção, que na verdade não é nem mesmo chamada de holograma, era bastante usada por mágicos em seus shows de ilusionismo.

A técnica chamada de Peppers Ghost (Fantasma de Pepper, em tradução livre) é datada do século 16 e bastante usada no ilusionismo e teatro. Ou seja, na realidade não existe nenhuma grande inovação. Há apenas o refinamento dessa técnica com a adição de imagens geradas por computadores com maior resolução para dar aos movimentos e performances mais realismo.

Michael Jackson foi criado em computação gráfica e projetado por um aparelho apontado para o chão do palco do Billboard Music Awards, que tem uma superfície reflexiva. Depois disso, o astro acaba refletido no fundo do palco, onde é colocado um plástico chamado de Mylar, que também é reflexivo e quase transparente.

A projeção de Michael Jackson surpreendeu muita gente por conta de seus movimentos “clássicos” materializados no palco do prêmio. As danças e o moonwalk do astro foram reproduzidos com perfeição. Apesar do uso de softwares avançados de computação gráfica, a transmissão oficial mostrou algumas falhas que tornavam perceptível o holograma. A mídia especializada presente no evento também afirma que o rosto de Michael era “claramente artificial”.

Uma das perguntas que ficaram na cabeça das pessoas é: como Michael Jackson interage com o trono e outras pessoas? Para esses momentos, basta posicionar os objetos e artistas atrás dessa tela de Mylar e não deixar com que eles entrem na frente da projeção.

No caso da aparição do rapper Tupac no festival Coachella, o artista foi criado em computação gráfica e teria custado cerca de US$ 400 mil, de acordo com o Wall Street Journal. O resultado foi tão bom que outros artistas até cogitam a ideia de “sair em turnê com Tupac”.

Durante o show, Tupac interagiu com outro rapper – este vivo – Snop Dogg.

Aqui no Brasil, o cantor Cazuza já foi “ressuscitado” dessa forma também. Você pagaria para ver um show de um holograma do seu artista favorito?

A apresentação também contava com várias imagens do músico quando era mais jovem.

O pianista, baterista e compositor japonês Yoshiki Hayashi surpreendeu o público em sua turnê no festival SXSW. O artista oriental promoveu um duelo de piano contra um holograma dele mesmo. O artista ficou semanas ensaiando para tocar em perfeita sincronia com seu holograma.

O resultado é um dueto de piano que rodou a internet mundial e conquistou vários fãs para a turnê de música clássica do artista – que é mais conhecido por sua contribuição como estrela do rock japonês.

Yoshiki também é conhecido por ser o líder da banda de metal japonesa X Japan. Recentemente, o artista foi escolhido para compôr a música tema do Globo de Ouro em 2012.

Bom, por falar em seres artificiais, o que dizer da artista Hatsune Miku? A cantora japonesa não chega a ser uma pessoa de verdade, ela é uma criação inteiramente digital e toca para plateias lotadas no Japão.

E tem mais! A cantora já chegou a abrir um show de Lady Gaga no Japão. Além disso, o visual de Hatsune é escolhido por meio de votações entre os fãs nas redes sociais.

Os hologramas não servem apenas à música. Na Índia, o primeiro ministro recém-eleito da Índia, Narendra Modi, usou a tecnologia para fazer aparições em vários eventos por todo o país durante sua campanha.

Os fãs da ficção podem esperar que os hologramas sejam semelhante às representações de filmes, como a série Star Wars, por exemplo.

Uma pena que ainda não conseguimos chegar ao ponto de todos os computadores serem capazes de materializar nosso e-mails em versões parecidas com a do filme, não é mesmo?

Eu gostaria de ir a um show com o holograma de Michael Jackson, já que, ao vivo nunca mais.

Lyllyan

Fonte: R7