Olá,

Um calhamaço de 864 páginas, com uma exaustiva pesquisa na contabilidade, nos tribunais, nos acordos comerciais, nos prontuários médicos do biografado. Poderia ser uma história sobre um banqueiro ou um especulador de Wall Street, mas é com base nesse substrato de pesquisa minuciosa no lado financeiro que se monta um retrato até então inédito de um pop star.

O cantor Michael Jackon - Reuters

Intocável – A Estranha Vida e a Trágica Morte de Michael Jackson, um dos livros mais controversos da temporada, do norte-americano Randall Sullivan, chega ao Brasil essa semana pela Companhia das Letras. A biografia foca nos caóticos quatro últimos anos da vida de Michael Jackson, que morreu no dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos, vítima de uma parada cardíaca causada por um coquetel de medicamentos, alguns de uso médico restrito.

Randall Sullivan sustenta que Michael Jackson provavelmente morreu virgem, sem ter consumado nunca uma relação sexual (embora tivesse sido casado duas vezes); que foi ostensivamente explorado pela família a vida toda (chegaram a cobrar dele US$ 250 mil cada um para aparecer ao seu lado no Madison Square Garden).

Ao ser lançado, o livro foi violentamente atacado no site de vendas da Amazon, no Facebook e no Twitter por um grupo que se autointitulava Rapid Response Team to Media Attack. Os fãs de Michael Jackson o acusavam de “fazer de tudo para desumanizar, destroçar e destruir, contra todos os fatos objetivos” o mito do cantor.

“A campanha na internet foi organizada, uma saraivada de falsos comentários de um mesmo grupo. Era uma posição difícil para se estar no meio”, afirmou na sexta, em entrevista por telefone ao Estado, o biógrafo Randall Sullivan.

Mas o livro também recebeu uma traulitada da crítica Michiko Kakutani, do New York Times, que o chamou de “dispensável”, Sullivan ri e rebate dizendo que, com a crítica, entrou em um clube de autores notáveis que a crítica, por força do hábito, tentou destruir.

Michael Jackson é e foi o homem mais atraente que conheci nos dois sentidos, ou seja, ele atraiu tanto pessoas boas boas como as ruins.

Lyllyan

Fonte: Estadão