Olá,

Após uma paralisação de 23 dias, os funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e de bancos privados (Santander, Bradesco e Itaú-Unibanco) encerraram a greve em São Paulo e em, pelo menos, mais sete capitais nesta sexta-feira (11). A decisão foi tomada durante assembleia no início desta noite. Essa é a paralisação mais longa desde 2004. Naquela época, a categoria cruzou os braços durante 30 dias. Os serviços nas agências bancárias voltam ao normal na próxima segunda-feira (14).

Desde o início da paralisação, os bancários queriam um aumento salarial de 11,9%, mas aceitaram a proposta de reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. Os pisos serão reajustados em 8,5%, com ganho real de 2,29%.

Funcionários do Banco do Brasil e também dos bancos privados aprovaram o fim da greve no Rio de Janeiro, faltam apenas os da Caixa votarem. A greve também terminou em Curitiba (Paraná), Belo Horizonte (Minas Gerais), Recife (Pernambuco), no Piauí e em Alagoas.

No Mato Grosso, funcionários da Caixa decidiram pela continuação da greve e uma nova assembleia será realizada na segunda-feira (14). No mesmo dia, acontecem assembleias também em Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís (Maranhão) e no Acre.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, a categoria também conquistou um dia de folga no ano, vale—cultura e a proibição de enviar torpedo para os celulares particulares dos funcionários com cobranças de metas.

De acordo com Juvandia, a negociação representou um avanço para categoria.“Os bancários têm muitos motivos para comemorar. Conseguimos avançar numa campanha em que os bancos, desde o início, alegavam não ter condição de aumentar os ganhos dos trabalhadores”, disse ela por meio de sua assessoria.

Pela nova proposta, a participação nos lucros e resultados será de 90% do salário mais o valor fixo de R$ 1.694. O vale cultura será no valor de R$ 50 por mês e a folga será remunerada. Também foi aprovada a criação de um grupo para debater as razões dos afastamentos dos funcionários por motivos de saúde.

Já não era sem tempo…

Fonte: R7