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Michael Jackson sofria uma “intensa” dependência de drogas em seus últimos 15 anos de vida. Essas foram as palavras do Dr. Petros Levounis, psiquiatra especialista no assunto, em seu depoimento na última terça-feira (27), no julgamento de homicídio culposo (sem intenção e matar), movido pela família do cantor de “Thriller“. O caso foi transmitido ao vivo pelo canal americano CNN.

Michael Jackson era muito viciado, disse médico em julgamento

Dr. Petros foi contratado pelos advogados da empresa AEG Live, promotora de sua turnê que nunca aconteceu, “This Is It” em 2009. A companhia é acusada de ter sido a responsável pela morte de Michael por negligência, uma vez que contratou o médico Dr. Conrad Murray, acusado de homicídio, para cuidar do artista. Segundo o Levounis, o astro era tão sigiloso com o seu vício que ninguém poderia saber que ele corria perigo enquanto se preparava para o seu retorno.

No entanto, segundo o advogado da família Jackson, Michael Koskoff, o rei do pop já havia cancelado uma bateria de shows em 1993 e anunciado que era viciado em analgésicos. “Se ele anunciou ao mundo, não é muito sigiloso, né?”, replicou. Já Levounis não deixou barato: “Naquele momento não era secreto”.

Dr. Murray, que já alegou em outra ocasião ter vontade de processar a família do artista, disse aos investigadores que deu a medicação propofol durante 60 noites consecutivas para o cantor. Na época, ele tratava de uma insônia recorrente e precisava descansar durante os ensaios. A autópsia do astro, que morreu no dia 25 de junho de 2009, dava conta de que ele morreu após uma overdose do anestésico cirúrgico propofol.

De acordo com Levounis, o vício faz com que haja um “sequestro dos caminhos do mecanismo de prazer: Você fica viciado para o resto da sua vida”. Para o doutor, o artista não tinha saída: “O vício de Michael Jackson era muito intenso e eu tenho poucas dúvidas de que as vias de prazer e recompensa dele foram sequestradas e ele sofria de dependência”.

Levounis também acreditava que Murray e Michael eram muito próximos, fazendo com que fosse difícil para o médico, que recebia R$375 mil por mês, dizer não aos pedidos do astro. “A amizade muito próxima entre um paciente viciado e um médico é problemática. Isso torna muito mais fácil para um paciente pedir drogas e muito mais difícil para um fornecedor resistir”, explicou.

Na última terça foi o 76º dia de testemunhas no julgamento, que começou em abril deste ano. O caso está previsto para terminar no final de setembro.

A novela americana continua… Para uns viciado, para outros dependentes…

Lyllyan

Fonte: Pure People