Olá,

A rede social de perguntas Ask.fm vai implementar novas medidas de segurança ao longo dos próximos meses para combater o “bullying virtual”.

Imagem do perfil no Facebook de Hannah Smith

O anúncio segue a morte da adolescente de 14 anos Hannah Smith, de Lutterworth, na Inglaterra, que se enforcou após se tornar alvo de ataques pessoais consecutivos –cuja autoria era mantida em anonimato por padrão– no site.

Para facilitar a denúncia de insultos, o Ask.fm diz que vai tornar mais proeminente o botão “reportar abuso”, além de adicionar a categoria “bullying/assédio” à lista de injúrias, que já conta com spam ou fraude, discurso de ódio, violência e conteúdo pornográfico.

A rede social também se comprometeu a contratar mais funcionários para lidar com esse tipo de mensagem e criar um site especial, separado, com informações para os pais, que deve ser lançado em entre março e maio de 2014.

A opção de não receber mensagens anônimas também será mais destacada, prometeu o Ask.fm.

Ao jornal britânico “Mirror”, Dave Smith, 45, pai da adolescente, afirmou que as mudanças eram uma “vitória parcial” para sua campanha.

“Eles estão mesmo dando um passo à frente e tornando as coisas mais seguras para as crianças”, disse. Mas lamentou: “É uma pena que alguém tenha que passar por algo como o que minha família e eu passamos para fazer uma empresa mudar seus rumos”.

Dave Smith, no entanto, quer mais. Ele espera que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, crie uma nova lei que torne crime o ato de incitar suicídio pela internet.

Hannah, de Lutterworth, Leicestershire, havia entrado no Ask.fm em busca de apoio moral por conta de seu tratamento de eczema, um tipo de inflamação persistente da pele que pode ser crônico, disse seu pai Dave Smith ao jornal britânico “Mirror”.

Em seu perfil no Facebook, segundo a BBC, o Dave escreveu: “Acabei de ver a agressão feita a minha filha por pessoas no ask fm e o fato de essas pessoas serem anônimas é errado”.

“Quantos outros adolescentes vão se matar por causa do abuso on-line antes que algo seja feito? Essas pessoas doentes podem esconder-se por trás de uma máscara de anonimato enquanto agridem vulneráveis adolescentes”, disse Dave ao “Mirror”.

“Perdemos Hannah da pior maneira possível.”

Hannah foi encontrada enforcada na sexta-feira passada (2).

Posteriormente, em uma página no Facebook criada em homenagem à garota, algumas pessoas continuavam a menosprezá-la. “É covardia”, escreveu um. “Uma maluca feia a menos no planeta”, disse outro.

Página da garota no site Ask.fm: as perguntas, anônimas, estão em negrito; uma diz "vá cometer suicídio, mas suceda nele, por favor"

Algumas pessoas organizaram-se para boicotar a rede social. “Desabilite seu Ask.fm. Você também pode ser vítima de ofensas um dia. Precisamos reduzir o número de adolescentes que cometem suicídio. RIP Hannah”, escreveu a usuária Sophie Muscat no Twitter.

Criado na Letônia, o site Ask.fm permite que usuários criem perfis públicos em que qualquer pessoa pode escrever –preferencialmente perguntas–, identificando-se ou não. Há uma opção “curtir” semelhante à do Facebook e ferramenta para seguir páginas.

Segundo o ranking Alexa, o site é o 139º mais visitado no mundo atualmente e o 73º mais popular no Brasil.

Na minha época as crianças e adolescentes eram mais fortes e estruturados para aguentar as gozações que hoje virou bullying.

As pessoas levam o mundo virtual como se fosse o real devido a tanto tempo que ficam enfrente ao computador.

Fonte: Folha