Olá,

O CEO da AEG Live, disse que ele “deu um tapa” e “gritou” com Michael Jackson porque o promotor tinha os  “nervo-torturado” antes do anúncio público dos shows de retorno de Michael Jackson.

Randy Phillips: He's president of AEG Live, the concert promoter that contracted with Michael Jackson for his "This Is It" comeback shows set to start in London in July 2009. The Jackson lawsuit says Phillips supervised Dr. Conrad Murray's treatment of Jackson in the weeks before his death, making the company liable for damages. E-mails between Phillips and other executives showed they were worried about Jackson's missed rehearsals and sought Murray's help getting him ready.

Randy Phillips, testemunhou no julgamento por homicídio culposo de Michael Jackson e contou que foi “um milagre” que o “bêbado e deprimido”  do Michael finalmente tinha aparecido para a conferência de Londres.

Phillips, que já enfrenta 04 (quarto) dias de questionamento e nesta segunda-feira, 10/06/13, ele descreveu “uma situação altamente carregada” depois que o diretor da produção do show e o médico de Michael Jackson observou que a cantor estava em declínio apenas cinco dias antes da morte do cantor.

A mãe de Michael Jackson e seus filhos acusam a promotora de eventos AEG Live da responsabilidade da overdose da morte de Michael Jackson, alegando que a empresa negligenciou o contrato e a supervisão do Dr. Conrad Murray, o médico que foi condenado por homicídio involuntário.

Phillips e outros executivos da AEG ignoraram as “bandeiras vermelhas” que deveriam ter alertado que a saúde de Michael Jackson estava em risco, pois o pressionaram para não parar com os ensaios de  “This Is It” e nem a faltar, pois os shows começariam no verão de 2009, argumentaram os advogados da família Jackson.

Phillips temia que MJ iria sabotar a turnê de retorno.

AEG Live não escolheu contratar Murray, argumentaram os advogados da empresa. Apesar de terem negociado um contrato para pagar Murray por US $ 150.000 ao mês para atender a Michael Jackson, coisa que nunca foi totalmente executada porque Michael Jackson morreu antes que eles assinassem, eles afirmam.

Os executivos da AEG executivos incluindo o co-CEO Paul Gongaware, que tinha trabalhado nas últimas duas turnês de Michael Jackson, disse que não tinha como saber que Michael Jackson estava abusando de drogas, especialmente o anestésico cirúrgico propofol, que o legista afirmou ter sido a dosagem fatal para sua morte, argumentaram os advogados da AEG.

Murray disse aos investigadores que estava administrando propofol em Michael Jackson quase todas as noites para tratar sua insônia para ele estar descansado para os ensaios.

O diretor estava preocupado com Michael Jackson em não conseguir “dormir o suficiente”.

Phillips reconheceu pela primeira vez nesta segunda-feira que ele estava ciente da preocupação de que Michael Jackson não estava conseguindo dormir o suficiente, quando ele se reuniu com o diretor Kenny OrtegaMurray e Michael Jackson em 20 de junho de 2009.

A reunião na sala de estar da casa de Michael Jackson aconteceu depois que  Ortega mandou Michael Jackson de volta para casa de um ensaio, porque ele estava doente para ensaiar.

Ortega levantou preocupações na reunião, Phillips levou um vídeo que foi mostrado para os jurados nesta segunda-feira sobre as preocupações de Ortega“Ele disse que estava preocupado com Michael que não estava focado, não estava levando a sério o suficiente. Ele estava preocupado se ele estava recebendo comida suficiente, dormindo o suficiente, coisas desse tipo.”

Após a reunião, Phillips escreveu aos outros executivos da AEG que “Nós temos um problema real aqui. Mas eu não sabia qual era o problema”, ele testemunhou.

Murray “praticamente nos assegurou que Michael Jackson estava bem”, disse Phillips.

Foi acordado na reunião que Murray seria responsável por manter Michael Jackson nos ensaios, disse ele.

“Você não tem ideia das qualificações do Dr. Murray para responder às preocupações de Kenny Ortega?” questionou o advogado dos Jackson, Brian Panish para Phillips.

“Além de ser o médico de Michael Jackson, não”, disse ele.

Michael Jackson esta em “Declínio”.

Quando Phillips falou com Murray por 25 minutos na manhã do dia 20 de junho de 2009, o médico lhe disse que Michael Jackson estava “fisicamente preparado para realizar” os ensaios, mas “se parar a produção, seria apressar o declínio”, declarou Phillips.

O gerente de produção John “Bugzee” Houghdahl enviou um e-mail um dia mais cedo dizendo que estava alarmado com o Michael Jackson “deterioração”.

“Eu não acredito que o Dr. Murray colocou exatamente dessa forma”, declarou Phillips.

“Por favor, fique estável”, escreveu Phillips para Ortega sobre as preocupações do diretor. “Chega soar alarmes. Está na hora de apagar o fogo e não queimar o prédio.” Por “queimar o prédio”, ele quis dizer que era para cair a ficha sobre a turnê que estava marcada para começar em três semanas, disse Phillips.

“Em uma situação altamente carregada como isto, eu só queria manter as coisas calmas até que pudéssemos ter a reunião”, declarou Phillips.

O médico frequentava club de strip club antes da morte de Michael Jackson.

O juiz não deixou os jurados ouvir o e-mail que Phillips enviou após a morte de Michael Jackson ao chefe da Sony Pictures, dizendo que Murray tinha passado um tempo em um clube de strip nos dias antes de Michael Jackson morrer. Em vez disso, Panish descreveu como visitas a um “estabelecimento social.” Houve vários risos dos jurados e sugeriu que os jurados entenderam o que significava.

“Você descobriu que o Dr. Murray não estava no caminho da casa de Michael Jackson?” perguntou Panish.

“Depois de sua morte, eu descobri”, respondeu Phillip.

Promotor: Descobrimos que MJ foi para a reabilitação “só agora”.

Michael Jackson fez um anúncio em 1993 que ele estava terminando sua turnê “Dangerous” antes do prazo para se tratar num programa de reabilitação de abuso por causa de um vício em analgésicos.

“Eu não me lembro de ouvi-lo”, declarou Phillips.

“Quando foi a primeira vez que você ouviu?” perguntou Panish.

“Só agora”, respondeu Phillips.

Phillips disse que não sabia sobre antes da notícia de dezembro/2008 com foco no abuso de medicamentos de Michael Jackson e da reabilitação,  ele enviou um e-mail para o empresário de Michael Jackson, dizendo:? “Você já leu essas histórias. Este repórter fez um monte de pesquisa. “

“Eu não me lembro de ter lido isso”, declarou Phillips.

“Lhe deu um tapa e gritou com ele”

Phillips começou a se preocupar com Michael Jackson apenas um mês depois de ter assinado o contrato com a AEG Live para promovê-lo e produzi-lo e, mais do que uma semana antes do anúncio.

“Eu estava preocupado que teríamos uma bagunça, sua carreira estaria terminada”, declarou Phillips. “Havia um monte de coisas que eu estava preocupado.”

Mas, em vez de puxar o plug diante de milhões de dólares que foram gastos, AEG Live escolheu forçar Michael Jackson para continuar.

“Uma vez que vai à venda, nós temos o direito de fazer, ele está bloqueado”, escreveu Gongaware para Phillips.

Michael Jackson, seus filhos e o gerente Tohme Tohme embarcaram em um jato particular para o anúncio de Londres, mas ele não estava pronto quando Phillips foi para sua suíte de hotel para escoltá-lo para a Arena O2.

“MJ está trancado em seu quarto, bêbado e deprimido. Tohme e eu estamos tentando deixá-l0 sóbrio e levá-lo para a conferência de imprensa com a cabeleireira  / maquiador”, disse Phillips para o CEO Tim Leiweke da holding em um e-mail.

Phillips declarou que era “uma situação muito tensa” e “francamente, eu criei a tensão na sala. Porque eu estava tão nervoso, OK, o tempo se esvaindo, e sua carreira se esvaindo.”

AEG estava hospedando milhares de fãs de Jackson e centenas de jornalistas para o anúncio antecipado, o que seria visto ao vivo em todo o mundo.

“Eu gritei com ele tão alto que as paredes estavam tremendo”, escreveu Phillips para Leiweke. “Tohme e eu o vestimos, e outros terminaram o seu cabelo, e então estamos correndo para o O2. Esta é a coisa mais assustadora que eu já vi. Ele esta paralisado e é uma bagunça emocionalmente, cheio de auto-aversão e a dúvida agora que é hora do show. Ele está morrendo de medo. Agora eu só quero passar por esta conferência de imprensa. “

Phillips estava esperando do lado de fora do hotel por um e-mail, com um comboio de veículos que ele colocou para Michael Jackson. Dei um banho frio e “apenas lhe dei um tapa e gritou com ele.”

No tribunal, Phillips minimizou as palavras dele como “um exagero”.

“Eu lhe dei um tapa na bunda”, ele declarou, comparando com  os treinadores de futebol faz com um jogador.

Michael Jackson chegou com mais de 02(duas) duas horas de atraso para anunciar: “É isso. É realmente isso. Esta é a chamada da cortina final OK, eu os vejo em julho….”

“Uma intervenção”

“Agora eu tenho que pegá-lo no palco. Assustador!” escreveu Phillips em um e-mail para outro promotor.

O advogado dos Jackson afirma que esse medo levou os executivos da AEG a assumir o controle da vida de Michael Jackson enquanto ele se preparava em Los Angeles para a estréia da turnê em Londres, julho de 2009.

Mostrar os produtores enviando avisos em meados de junho que a saúde de Michael Jackson parecia estar falhando.

O produtor associado Alif Sankey testemunhou no início do julgamento que ela “tinha um sentimento muito forte de que Michael estava morrendo” por causa de sua saúde frágil.

Ela ligou para o diretor Kenny Ortega, após um ensaio. “Eu ficava dizendo que Michael está morrendo, ele está morrendo, ele está nos deixando, ele precisa ser colocado em um hospital “, disse Sankey. “‘Por favor, faça alguma coisa. Favor, por favor. Eu não parava de dizer isso. Perguntei-lhe por que ninguém tinha visto o que eu tinha visto. Ele disse que não sabia. “

Depois de Michael Jackson não aparecer em diversos ensaios em junho – ou não foi capaz de realizar, por vezes, quando ele se apresentou – Gongaware enviou um e-mail para Phillips dizendo que seus advogados iriam usar sua “arma fumegante”.

Eles argumentam que a mensagem mostra que os executivos usaram o ​​medo com o médico ameaçando ele de perder o emprego lucrativo, fazendo com que ele pressionasse Michael Jackson para estar pronto para os ensaios, apesar de sua saúde frágil. “Queremos lembrar que (Murray) era da AEG, não MJ, quem está pagando o seu salário. Queremos lembrar-lo (Murray) o que se espera dele”, escreveu Gongaware.

Gongaware declarou anteriormente que ele não se lembrava de ter escrito este e-mail para Phillips em seu depoimento que aconteceu na semana passada.

No entanto, Phillips convocou o que ele chamou de “uma intervenção” na casa de Michael Jackson com Murray e Ortega presentes.

Um detetive da polícia de Los Angeles resumiu o que Phillips disse aos investigadores sobre a reunião:. “Randy (Phillips) disse que  Kenny (Ortega) olhou para o rosto de Michael, momento em que Dr. Murray era advertido por Randy, dizendo: ‘Se você não é um médico. Cai fora. “

Questionado sobre o assunto no tribunal, Phillips disse que o detetive está errado. “Isso não é o que eu disse”, declarou Phillips. “Eu disse a eles algo completamente diferente do que isso. Eles só confundiu as pessoas e as coisas.”

O que realmente aconteceu foi que Murray “entrou e advertiu Kenny Ortega de ele não ser um médico amador e analisar Michael”, disse Phillips.

Phillips enviou um e-mail após a reunião dizendo que ele tinha confiança em Murray, “eu estou ganhando imenso respeito por (Murray) eu começo a lidar melhor com ele.”

“Esse médico é extremamente bem sucedido (vamos verificar com todos) e não precisa desse show, então ele (é) totalmente imparcial e ético”, disse Phillips em seue-mail.

Ele admitiu no tribunal que nenhuma verificação foi feita a fundo sobre Murray pela AEG Live. O Advogado dos Jackson argumentou o que se tivesse sido feito, teriam descoberto que Murray estava em dívida profunda e dependente do trabalho lucrativo.

Phillips contradisse o depoimento anterior de Gongaware de que Michael Jackson não tinha obrigação contratual de assistir aos ensaios. Phillips se recusou a adiantar dinheiro para ajudar Michael Jackson a pagar o seu pessoal antes de sua morte, pois ele acreditava que o cantor estava “em uma violação antecipatória” do seu contrato porque ele tinha perdido os ensaios, ele testemunhou.

Testemunhas-chave durante o julgamento.

Phillips reconheceu que ele e seu advogado se reuniram com o ex-gerente de Michael Jackson, Tohme que é outra testemunha-chave no julgamento, no último mês. A reunião aconteceu no Polo Lounge de  Beverly Hills Hotel em 4 de maio.

“Eu não me lembro se era o testemunha deste caso ou o que o almoçamos, mas Marvin Putnam (principal advogado da AEG no julgamento) estava no almoço comigo”, disse Phillips quando perguntado sobre isso por Panish.

Ele não conseguia se lembrar “100%”, mas eles podem ter discutido a batalha legal de Tohme ser pago pelo espólio de Jackson, disse ele.

“Eu não me lembro o que eu comi naquele dia”, disse Phillips.

“Eu não perguntei o que você comeu”, respondeu Panish. “Perguntei-lhe o que você falou.”

Houve trocas de farpas entre Panish com Phillips o que forçou a juíza Yvette Palazuelos intervir.

“Eu não posso perder alguém por não responder a pergunta:” disse Palazuelos quando Panish reclamou que Phillips estava sendo evasivo. “Há tanta coisa que eu posso fazer.”

Ela alertou que os jurados estão vendo Phillips por si mesmos.

“Você dá uma resposta, e você não está respondendo à pergunta, o júri vai ter a impressão de que você está sendo evasivo”.

“Eu percebo isso”, disse Phillips.

Como Randy Phillips é descarado, é um … na pele de cordeiro!!!

Lyllyan

Fonte: CNN