Olá,

O austríaco Felix Baumgartner pulou da estratosfera neste domingo, dia 14, a uma altura de 39.068 metros, para se transformar no primeiro ser humano a romper a velocidade do som em queda livre.

O paraquedista admitiu que nos primeiros instantes da queda livre, achou que perderia a consciência, pela “violência” da queda e da velocidade de descida. “Foi mais difícil do que esperávamos”, afirmou o atleta em entrevista à emissora de televisão austríaca “Servus“, propriedade do patrocinador do projeto.

Após uma ascensão de duas horas e 35 minutos sobre Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos, o balão que levanta a capsula alcançou a altura esperada e Baumgartner se lançou no vazio, dentro de seu traje pressurizado, que o protege da baixa pressão e das baixas temperaturas.

Baumgartner conseguiu controlar a queda e evitar cair em parafuso, o que poderia ter levado a perder a consciência ou sofrer uma hemorragia cerebral.

Os cálculos da missão preveem que o atleta conseguiu quebrar a barreira do som nos 40 primeiros segundo de queda livre, quando atingiu 1.173 km/h. “Não senti isso. Estava muito ocupado mantendo o controle. Não tenho ideia se voei através da barreira”, confessou.

A queda livre de Baumgartner foi de quatro minutos e 19 segundos, o que não permitiu que ele batesse o recorde mundial nesta modalidade, que era de quatro minutos e 36 segundos.

Esse recorde segue com Joe Kittinger, hoje com 84 anos, que em 1960, quando era membro das Forças Aéreas dos Estados Unidos, saltou de altura de 31.333 metros. Kittinger era um dos assessores de Baumgartner na tentativa de hoje. “Joe se gabou que seu recorde segue após 52 anos”, brincou o austríaco.

Felix Baumgartner, que se preparou por cinco anos para esta missão, pretendia quebrar quatro recordes: ser o primeiro humano a superar a velocidade do som (mais de 1.100 km/h) sem ajuda mecânica; a realizar o salto com paraquedas do local mais alto; a protagonizar a queda livre mais longa (cerca de cinco minutos e meio) e a subir ao ponto mais afastado da terra de balão.

O site do Red Bull Stratos, patrocinador do feito, transmitiu toda a operação ao vivo. A hashtag #spacejump ficou entre as mais citadas do Twitter.

Será que vale tanto assim arriscar uma vida por um recorde? Eu não arriscaria não…

Fonte: Virgula