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Os metroviários de São Paulo decidiram por volta das 19h30 desta quarta-feira, em assembleia, acatar a um pedido da Justiça e adiar a greve que aconteceria nesta quinta-feira para o próximo dia 24. Até lá, o sindicato espera receber uma proposta do Metrô.

A audiência de conciliação aconteceu na terça-feira, com a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região. Ela solicitou que a paralisação acontecesse somente daqui a 20 dias.

De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Altino de Melo Prazeres Júnior, o adiamento não significa um recuo. “Vamos seguir lutando por nossos ideais. Só achamos por bem adiar e dar tempo para nos oferecerem alguma proposta”, disse. Entre as principais reivindicações está o fim das diferentes cotas de participação nos lucros da empresa. “A alta direção ganha mais do lucro que os outros funcionários, isso causa revolta, tem que acabar”, afirmou.

A categoria está em estado de greve desde o último dia 13. Os metroviários reivindicam participação nos lucros de forma igualitária para todos os funcionários da empresa, além de manter o pagamento do benefício como nos outros anos, em fevereiro. Os servidores também pleiteiam redução na jornada de trabalho. “A empresa quer privilegiar quem ganha mais e mudou o pagamento da participação nos resultados (PR) para abril”, afirmou Altino.

Em nota, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) disse ontem que mantém sua disposição de negociar com os metroviários e “estranha a decisão, tomada por um grupo inexpressivo de sindicalistas, de precipitar uma greve inútil para a categoria e cruel para a população de São Paulo”. A empresa alega ainda que “não se nega a negociar” e que se orgulha de ser “uma das que têm a melhor média salarial do Estado, além de uma extensa lista de benefícios oferecidos a todos os empregados”.

Independentemente de como vão transcorrer as negociações nestes 20 dias, uma nova assembleia já está marcada para dia 23. Enquanto isso, de acordo com o vice-presidente do sindicato, Sérgio Carioca, o metrô permanece em “estado de greve”.

“Vamos respeitar estes 20 dias estipulados pelo Tribunal. Mas o metrô continua em estado de greve. Se não houver acordo entramos em greve no dia 24. Queremos que a participação nos resultados seja igual para todo mundo. Criaram uma nova categoria dentro do metrô. Os grandões, gerentões, os chefes do metrô ganham mais”, afirmou.

A melhor greve a fazer no transporte é liberar a catraca e não paralisar o serviço.

Fonte: Terra