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Ao menos trinta usuários foram resgatados com ferimentos leves e moderados. Circulação de trens foi normalizada às 14h20.

Uma colisão entre dois trens interrompeu parcialmente o funcionamento da Linha 3-Vermelha do Metrô, na zona leste de São Paulo, por quase 5 horas. O acidente, que ocorreu na região da estação Carrão, por volta das 9h50, deixou feridos. Até as 11h30, pelo menos 33 passageiros foram resgatados na linha pelo Corpo de Bombeiros, Samu e agentes de segurança do Metrô. A causas do acidente ainda não foram confirmadas.

A corporação informou ainda que os socorridos – muitos tiveram de ser imobilizados e colocados em macas – foram levados aos hospitais da região – a maioria transportada para o Hospital Tatuapé e Hospital das Clínicas, no centro. Não houve registro de vítimas graves. Duas vítimas apresentaram ferimentos moderados, uma grávida e um homem com possível traumatismo craniano.

A publicitária Thaís Batista , estava na composição que bateu atrás da outra. “O trem estava desacelerado, até um pouco mais que o normal neste horário e neste trecho. De repente houve a colisão. Muitas pessoas que estavam em pé caíram. Vi uma pessoa desmaiada e outras que reclamaram de torções e escoriações. As saídas de emergência foram abertas e saímos”, relata.

O Metrô informou ainda que outras linhas do sistema – como a 1-Azul e 2-Verde – funcionaram com velocidade reduzida para evitar o acúmulo de passageiros no trecho que ficou paralisado. O serviço do Paese foi acionado para atender os usuários e manteve integração gratuita com a Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) nas estações Tatuapé e Corinthians/Itaquera.

Causas do acidente

O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, descarta problema nos freios. “Se houvesse problema no freio, parava tudo. A velocidade das composições, no momento da colisão, era de 10 a 12 km/h. A colisão não danificou a estrutura dos trens, mas foi forte para os passageiros”, explica. Mas, segundo ele, ainda não é possível dizer quais as causas do acidente. “Os vagões possuem uma ‘caixa preta’ que guarda informações da operação. Esses dados serão analisados para indicar a causa do acidente.”

Fernandes disse ainda que falha humana é improvável. Segundo ele o operador era experiente. “Ele está no serviço desde 2008, tem treinamento.”

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Jr., houve uma oscilação do sistema responsável por evitar colisões. “Conversei com o operador e ele disse que o trem estava reduzindo a velocidade. Ele achou que ia parar, mas não parou, então ele acionou a emergência”. Para Melo Jr. “as questões de segurança estão sendo, aos poucos, relaxadas”.

Fonte: IG