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Em sua primeira passagem pelo Brasil, onde fará cinco shows, Justin Bieber, 17, provocou desmaios e choros coletivos em sua primeira apresentação no país, nesta quarta (5), no Engenhão, zona norte do Rio.

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RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 05-10-2011: o cantor canadense Justin Bieber se apresenta no Engenhão. (Pedro Carrilho/Folhapress, ILUSTRADA).

Nem mesmo o uso do playback em quase todas as músicas e uma produção que deixa a desejar, com direito a backing vocals fazendo dancinhas estranhas (como soco no ar atrás dele), desanimaram os 40 mil presentes.

O ídolo teen está longe, mas muito longe de alcançar o talento de seu xará, Justin Timberlake, mas é bonitinho e tem letras fáceis de decorar —até uma menina de cinco anos canta todas as músicas sem saber nada de inglês. Não foi à toa que ele vendeu mais de nove milhões de cópias.

Quando Justin subiu ao palco, exatamente às 20h, a gritaria era tanta que deixava para trás qualquer clássico que o estádio já recebeu. “Love Me” foi a música que ele escolheu para abrir o show, traduzindo tudo o que suas fãs queriam.

Até a sequência “Never Let You Go”, “Favorite Girl” e “One Less Lonely Girl”, poucas das músicas nas quais ele cantou pra valer –e ainda tocou violão– o recurso do playback era nítido. Depois disso o jovem, que antes vestia branco, trocou de roupa e fez direitinho suas coreografias, com direito a “moonwalk”. Michael Jackson não se decepcionaria.

Quando parecia que o show ia terminar, o telão “perguntou” se o público queria mais. Com a resposta positiva, Bieber voltou ao palco, agora com um casaco preto brilhante, e ainda convidou o lutador Anderson Silva para dançar com ele.

Finalmente, após 1h20 de show, o cantor encerra o show com um de seus maiores hits “Baby”, para delírio de um Engenhão rosa e lilás.

Nos shows de Justin Bieber só vemos crianças e adolescentes… E ai que mora a diferença!!! Será que estes fãs “teen” irão seguir o Justin para o resto da vida?! Eu tenho minhas dúvidas…

Nos shows do Michael Jackson, mesmo ele sendo ainda bem jovem, o que eu via era crianças, adolescentes, homens, mulheres e idosos gritando, pulando, chorando e passando mal… E estes fãs o seguiram por várias gerações porque ele não era um “astro teen” e “nem passageiro”, mostrou para que veio…

Existia de fato coreografia, um palco maravilhoso com mil novidades, Michael não usava “playback”, cantava e dançava com muita raça e energia, ao ponto de contagiar todo mundo numa só voz, numa só dança, praticamente um feiticeiro, uma magia, muito louco!!! É por isto que Michael Jackson é “Rei” e não tem comparação e nem substituição. 

Desejo sucesso ao Justin, mas ainda falta muito para ele virar “Rei” de alguma coisa, só se for “teen” e mesmo assim por tempo determinado, afinal a criançada cresce… Rs

Lyllyan

Fonte: Folha On-line