Nesta sexta-feira, 1º de julho, Lady Diana Spencer, Princesa de Gales, completaria 50 anos de idade se um trágico acidente de carro em Paris não tivesse interrompido sua vida prematuramente, aos 36 anos. A morte da chamada princesa do povo” – alcunha dada pelo então ministro Tony Blair – naquele 31 de agosto de 1997 provocou um luto público em todo o Reino Unido e uma comoção mundial comparada apenas a morte de Michael Jackson ou ao assassinato de John F. Kennedy.

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Diana é fruto da aristocracia. Quando seu avô morreu, seu pai, Edward John Spencer, se tornou o oitavo conde Spencer e, em decorrência, Diana e suas irmãs receberam o título de lady, enquanto o seu irmão, o de visconde. Nascida em 1961, a pequena Diana sempre mostrou gosto para música, dança e esportes, praticando tênis, hockey e salto ornamental.

Foi em 1977 durante uma festa de caça que Lady Di conheceria o homem que mudaria sua vida – para o bem e para o mal – o príncipe Charles, então namorado de sua irmã mais velha, Sarah. Apesar do encontro, os dois não começariam seu relacionamento imediatamente. Diana estudou por um tempo na Suíça e quando retornou, foi morar em Londres, onde trabalhou como babá e se tornou professora em um jardim de infância. Lá, ela passou a encontrar o sucessor do trono britânico esporadicamente.

Charles era um homem de 33 anos, cobiçado na Inglaterra, porém já rejeitado por três damas da sociedade: Lady Jane Wellesley, Amanda Knatchbull e Anna Wallace – e dizem as más línguas, já tinha um caso com Camilla Parker-Bowles, sua atual mulher. Em 24 de fevereiro de 1981, ao anunciar seu noivado com a recatada, tímida e bonita garota de 19 anos, o príncipe fez com que a Inglaterra mergulhasse em um conto de fadas e esquecesse seus problemas – que àquela altura, não eram poucos: crise econômica, motins raciais e tensão pré-guerra das Malvinas.

Mas o conto de fadas não seria tão colorido como os dos livros, e isso já foi sentido logo na conferência para o anúncio do casamento. Ao ser indagado se estava apaixonado por Diana, Charles respondeu: “sim, seja lá o que isso significa“, dando o tom do que seria um casamento frio, com poucas demonstrações de carinho em público, e com traições.

Ainda assim, o casamento se deu com toda a pompa esperada para uma princesa. Diana adentrou pela Catedral de St. Paul, em Londres, com um vestido criado pela dupla Elizabeth e David Emanuel, e carregando uma cauda de 7,5 m de comprimento. A cerimônia, em 29 de julho de 1981, foi assistida por 750 milhões de espectadores ao redor do mundo. Nem bem havia saído da catedral como Princesa de Gales, Lady Di causou polêmica e certo desconforto entre os membros da realeza: ela errou o nome de Charles no altar e recusou-se a dizer que o obedeceria, como era de praxe.

 Por Diana ter um carisma natural e uma relação de proximidade com o povo, Charles ficava relegado a segundo plano quando o casal aparecia. Ele manteve os hábitos de solteiro: participava de caçadas e partidas de pólo. Enquanto isso, Diana não se restringiu apenas às visitas a hospitais e órgãos governamentais, feitas de maneira superficial por qualquer membro da realeza. Ela dedicou sua vida às vítimas de aids no mundo todo, sendo a primeira pessoa pública fotografada tocando um paciente terminal com o vírus HIV. Com sua fortuna, também financiou inúmeras instituições que ajudavam sem-tetos, viciados em drogas e idosos. A partir dos anos 1990, ela também lutou pelo banimento das minas terrestres que vitimavam crianças.

Apesar de todos esses feitos, durante a sua vida, e até mesmo depois da sua morte, os escândalos pessoais e seus desacordos com a família real são lembrados com muita ressonância. A pressão exercida pela realeza sobre ela e os sonhos do casamento dos sonhos sendo destruídos pouco a pouco levaram Diana a comer compulsivamente e desenvolver bulimia.Em novembro de 1981, ela anunciou que estava grávida do primeiro filho de Charles. Príncipe William, segundo na sucessão real, nasceu em 21 de junho de 1982. A princesa impressionou a todos quando levou seu bebê a uma viagem para a Austrália, contrariando ordens do governo, e foi aclamada pelo seu feito. Em 15 de setembro de 1984, nasceu seu segundo filho, Harry. Nessa época, ela e Charles estavam vivendo como um casal dedicado, mas isso não impediu Diana de colocar suas próprias condições, como escolher o nome dos meninos, contratar suas próprias babás e ainda se recusar a circuncidar os meninos, tradição da família real.

Poucos anos depois, Charles reataria com Camilla Parker-Bowles e Diana começaria a viver como solteira, acompanhada de Sarah Ferguson, que tinha um casamento infeliz com duque de York, irmão de seu marido. Em 1992, foi lançado o livro Diana, Sua História Real, no qual a princesa se colocou como vítima nas mãos de Charles e sua família. Um mês depois, uma gravação de seus telefonemas íntimos com o herdeiro da indústria de bebidas James Gilbey vieram a público. Os escândalos continuaram quando em uma partida de pólo vencida por Charles, Diana virou as costas para ele quando o príncipe tentou ganhar um beijo. Eles até tentaram uma viagem para a Coreia do Sul para salvar o casamento, mas sem sucesso. No mesmo ano, foi anunciado que Charles e Diana iam se separar.

A Princesa de Gales – que assim manteve o título – deu uma entrevista a um programa da BBC em 1995. Diana falou de sua bulimia, da depressão pós-parto e do conhecimento do caso de príncipe Charles com Camilla. Ela também disse que era anulada pelos membros da realeza e que não era permitido a ela ter opinião própria. Lady Di também admitiu ter tido um caso amoroso com seu instrutor de equitação, James Hewitt. Com toda a sisudez da realeza contra o carisma de Diana, não fica difícil concluir que o povo ficou do lado dela durante o processo de separação – este, concluído em 28 de agosto de 1996.

O divórcio movimentado com confissões de adultério dos dois lados foi um prato cheio para os tabloides ingleses divulgarem um novo namorado para Diana a cada semana: o guarda-costas Barry Mannakee, o capitão David Waterhouse, o marchand de artes Oliver Hoare, o jogador de rugby Will Carling e o cantor Bryan Adams foram alguns dos nomes. Diana engatou um romance com o paquistanês Hasnat Khan, de família muçulmana, mas ele era muito reservado e não conseguiu suportar os holofotes. Em seguida, no ano de 1997, ela começou a namorar Dodi Al-Fayed, filho de Mohamed Al-Fayed, empresário egípcio milionário.

Foi com Dodi que Diana esteve em Paris em 31 de agosto. Os dois morreram no túnel Pont de l’Alma quando o motorista, embriagado, perdeu a direção do carro na tentativa de fugir dos paparazzi e atingiu um dos pilares. Mais de 1,5 milhão de pessoas acompanharam o desfile fúnebre nas ruas de Londres. A contragosto, a família real teve que ceder aos apelos populares e demonstrar um luto pela figura polêmica que revolucionara seus padrões e marcaria a realeza para sempre.

Muito dinheiro e pouca felicidade em seu casamento,mais tudo tem seu tempo e infelizmente ela morreu cedo,pena que as pessoas boas sempre vão embora cedo,parabéns à Diana pela mulher que foi,sendo boa e sempre solidária aos necessitados.

Carol.

Crédito: Terra Diversão.