Olá,

No Crusp (Conjunto Residencial da USP), na zona oeste de São Paulo, vivem 1.500 pessoas em quase 500 apartamentos. Outras 1.450 gostariam de entrar. Todos deveriam ser estudantes da instituição, mas ex-alunos e moradores que nada têm a ver com a universidade também habitam o local. A informação é do repórter Afonso Benites.

Moradora do Crusp estende roupa em varal da moradia estudantil;com poucas vagas, USP abriga estudantes sob arquibancada do centroesportivo

Nos últimos tempos virou palco de brigas entre os alunos. De novembro a maio, ao menos cinco boletins de ocorrência foram feitos por moradores relatando casos de agressões entre eles mesmos e a Guarda Universitária.

Os motivos das brigas são falta de vagas na moradia e o controle da AmorCrusp (associação de moradores).

A associação é responsável pelo diálogo com a USP em busca de melhorias e movimenta cerca de R$ 6.000 por mês com o aluguel de salas para uma padaria, um salão de beleza e uma copiadora.

Em abril, dizem os estudantes, um guarda agrediu um morador. Os alunos revidaram e, desde então, a segurança deixou de ser feita. A USP contesta, diz que a guarda está “sempre a disposição” e não tem relatos das brigas pois os agentes atuam para proteger o patrimônio e não na atividade policial.

A USP já foi palco de um sonho e hoje virou um pesadelo repleto de violência e de baixarias,  típico de um cortiço.

Lyllyan

Fopnte: Folha On-line