Olá,

A Câmara Municipal de Anápolis (50 km de Goiânia) fez um minuto de silêncio na última segunda-feira (2) pela morte do líder terrorista Osama Bin Laden, no Paquistão.

O pedido partiu do vereador Valmir Jacinto (PP), que resolveu aproveitar a homenagem que a casa fazia a um empresário e a um radialista da região.

“Durante esse recesso parlamentar que nós tivemos, algumas fatalidades aconteceram. Dentro delas, quero solicitar de Vossa Excelência um minuto de silêncio em homenagem ao senhor Deocleciano, ao Marcelinho, ou melhor, ao Celinho, da Rádio São Francisco, e ao nosso companheiro Bin Laden, que também morreu”, afirmou o vereador na tribuna.

O pedido foi aceito pelo presidente da Câmara de Anápolis, Amilton Batista (PTB), que emendou: “Agradeço de público vosso entendimento da situação”.

A homenagem gerou polêmica depois de alguns vereadores da casa comentarem o caso no Twitter.

À Folha, Jacinto disse que a declaração foi espontânea e acabou interpretada de forma equivocada. “Não sou a favor dele. Depois da morte do Osama Bin Laden, reina uma paz no mundo”, afirmou o vereador.

Segundo ele, o uso de algumas palavras, como “companheiro”, colaborou gerar dúvidas sobre a homenagem.

“Mas o que eu quis dizer é que, na medida em que ele morreu, ele caiu na vala comum dos mortais, em que todos iremos morrer mais tarde. A paz mundial voltou a reinar”.

Em nota assinada pelo presidente da Casa, a Câmara Municipal de Anápolis disse que “o deferimento da Mesa Diretora para a obediência do minuto de silêncio, com a concordância unânime de todos os demais vereadores, se referiu apenas à propositura relativa à homenagem pela memória do empresário Deocleciano Moreira Alves e do radialista Célio Adelino Borges”.

A Câmara também afirmou que as declarações do vereador não expressam a opinião da Casa e que ele “tem o direito de livre expressão de pensamentos e manifestação de ideias quando no uso da tribuna em plenário”.

E como eu escrevi no post de morte de Osama Bin Laden, ele ainda tem fãs… É sem noção este Vereador.

Lyllyan

Fonte: Jornal Floripa e Folha On-line