Olá,

Por: Xico Sá

Amigos machos, amigas fêmeas, amigos gays, amigas lésbicas, amigos transexuais, operados(as),  amigos de todas os  naipes, amigos de todas as vontades, trejeitos, mungangas e naturezas, como berram nas suas manchetes as revistas de modas & modinhas, o homem é mesmo a nova mulher e vice-versa.

O que impressiona o cronista, palavroso por excelência, não é nem o troca-troca de sexos, tampouco o labacé dos gêneros e suas modernagens… O que mais chama a atenção é o discurso amoroso de mãos trocadas: cada vez mais a mulher fala como homem e o homem, por seu turno, cada vez mais afina a voz e choraminga como uma mulher leitora de romances do tipo Sabrina, saca?

Óbvio que resguardamos, nessas pás-viradas todas, os cafundós à prova de redemoinhos nos costumes e outras acontecências ditas civilizatórias, como nos sertões profundos, por exemplo, onde homem continua sendo homem, mulher segue mulher e é dito homossexual apenas a passiva criatura, jamais a que faz o agrado de fato e de direito.

Mas paremos nosso jegue metafísico no câmbio dos discursos. Sim, a apropriação da fala desculposa e masculina por parte das mulheres, já notaram? Não chega a ser bem  um plágio histórico, mas é uma beleza, quase, quase! E nos interessa sobretudo a enganação-mor, o clássico dos clássicos da nossa principal mentira. Aquela usada desde priscas eras, lembra?

Então dois pontos para acochambrar os parafusos da memória: “Estou confuso, não é culpa sua, você é ótima,  mas acho que não vou lhe fazer bem nesse momento, bla-bla-bla-bla”. Haja enganação, nove horas, truque, fraude… Já ouviram esse fragmento do discurso nada amoroso, né? Pra completar: “Você merece algo melhor!!!”

Repito, era um clássico das desculpas dos machos. A nossa maior falta de vergonha na cara. Agora ouvimos a mesma ladainha da boca das moças, que onda!

Já faz tempo que essa desculpa “ESTOU CONFUSA…”¬ só sai da boca delas. Não faz mal, quantas vezes não usamos do mesmo artifício, da mesma falta de argumento, tá legal, eu aceito o fingimento…

Mas por favor, crias das nossas costelas, devolvam o meu caô, o meu 171, o meu agá, a minha enganação-mor,  a minha forma de me livrar mais fácil e, de preferência, de forma indolor.

Encanta-me o avanço das mulheres em todos os campos, só é desnecessário o quase plágio dos nossos discursos. Vocês não carecem disso, vocês são mais sofisticadas, mais inteligentes, mais lindas e labirínticas.

“Estou confusa…” Isso era apenas coisa de macho frouxo, não de elegantes mademoiselles. Tudo bem que vocês, belas raparigas, avancem em tudo, mas não careciam furtar logo o pior dos nossos defeitos.

Somente nesta última semana, deparei-me com quatro amigos sorumbáticos e macambúzios. Todos vítimas do “eu estou confusa, não é culpa sua etc…” Devolvam o nosso discurso picareta, façam-me favor! Nosso 171 exclusivo de volta!

Sim, outro clássico, o  “não é nada disso que vocês estão pensando”, já mudou de boca também faz tempo. Agora derrete o batom e o gloss das lindas filhas de Eva.

É, amigos, toda vez que ouço um diplomático “estou confusa” saco logo meu velho serrote de galhas para poder, ao menos, entrar, humildemente, na porta de casa.

Modinhas de fêmea
A chegada do outono, estação de espirros, e o anúncio da nova vacina intradérmica contra a gripe, lembrou-me de uma coisa linda, que corre o risco de extinção:  aquela marquinha da vacina.

Até então obra de uma simples maquininha automaticamente imunizadora, cada pele reage de acordo com a maldade das moças. As melhores e mais lindas são aquelas que perdem o sentido simétrico do furo e se abrem como flores perversas, desejos suspensos no passeio dos braços. E você sabia que tem mulher que faz uma pequena plástica para escondê-la? Imperdoável, Deus castiga.

devoradoras-de-homens

Interessante que isto prova como o homem gosta de enganar as mulheres…Rs

Lyllyan

Fonte: Yahoo