O invasor deixou uma mensagem na qual critica o recente investimento do banco Goldman Sachs no site. Antes de ser apagado, o post foi “curtido” por 1,8 mil pessoas.

Um hacker conseguiu um feito interessante para seu currículo, às custas do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. Na terça-feira, o programador, ainda não identificado, invadiu a conta de Zuckerberg no Facebook e postou um texto com críticas aos rumos que a empresa tem tomado. Antes que a página de Zuckerberg fosse tirada do ar, 1,8 mil pessoas “curtiram” o post e 500 deixaram comentários.

O texto, na íntegra, é o seguinte: “Deixem o ‘hackeamento’ começar: se o Facebook precisa de dinheiro, em vez de pedir aos bancos, por que o Facebook não deixa seus usuários investirem de uma forma social? Por que não transformar o Facebook é um ‘negócio social’ como o descrito pelo vencedor do prêmio Nobel Muhammad Yunus? O que vocês acham? #hackercup2011“.

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A parte inicial é uma clara referência ao investimento que o banco Goldman Sachs fez no Facebook recentemente, um movimento considerado anterior à abertura de capital do site na bolsa de valores. Em seguida, o hacker cita o economista e banqueiro Muhammad Yunus, de Bangladesh. Ele foi o vencedor do Nobel da Paz em 2006, graças à iniciativa de criar um banco de microcrédito a juros baixos cujo objetivo era acabar com a pobreza no país. Junto à citação de Yunus, o hacker colocou um link para a página em inglês da Wikipedia que descreve o termo “negócio social”.

Ao fim da mensagem, o hacker usa a hashtag “#hackercup2011”, referência à Copa Hacker que o Zuckerberg idealizou e que o Facebook realizará em 2011, com prêmio de US$ 5 mil ao vencedor. Aparentemente, o homem que invadiu a conta do fundador do Facebook é um dos favoritos ao título da Copa.

Ao jornal britânico The Guardian, Graham Cluley, consultor da empresa de segurança da informação Sophos, disse que o mais provável é que o hacker tenha conseguido a senha de um dos vários funcionários do Facebook que administram a conta de Zuckeberg. O Facebook não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: Revista Época.

Kelinha.