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A rotina do mapeamento da mama com mamografias é menos eficaz na prevenção de mortes por câncer do que o esperado, disseram pesquisadores noruegueses na quarta-feira (22) em um estudo que reacende o debate sobre o valor da avaliação.

Eles disseram que convidar mulheres de 50 a 69 anos para realizarem mamografias de rotina e oferecer-lhes melhores cuidados de uma equipe de especialistas ajuda a reduzir a taxa de morte por câncer de mama em 10%.

Porém, a taxa de mortalidade em mulheres acima de 70 –um grupo que também tem bom atendimento, mas não fazem mamografias com frequência– caiu 8%, indicando que a mamografia produziu apenas uma ligeira vantagem.

“Há uma redução na mortalidade, mas é menor do que prevíamos”, disse Mette Kalager da Hospital Universitário de Oslo, cujo estudo aparece no “New England Journal of Medicine”.

Os pesquisadores esperavam uma redução de 30%.

Com base no estudo, as mamografias devem adicionar somente um benefício de 2% na redução de mortes por câncer da mama, segundo Gilbert Welch, da Dartmouth Medical School, em New Hampshire.

Welch disse que os novos resultados mostram que para cada 2.500 mulheres de 50 anos que recebem uma mamografia, apenas uma vai evitar a morte por câncer de mama e até 1.000 serão informados de que os médicos viram algo suspeito.

Cerca de 500 serão submetidas a uma biópsia, e entre 5 e 15 mulheres serão tratadas desnecessariamente por uma condição que nunca iria incomodá-las, informou Welch.

Eficaz ou não é o único método, então continuem fazendo o exame de prevenção e a mamografia anualmente, com Câncer não se brinca.

Lyllyan

Fonte: Folha On-line